Extensão do gelo do mar no Ártico em novembro 2016
PIOMAS

Atualização do Gelo do Mar no Ártico – novembro 2016 – PIOMAS

Passou mais um mês e por isso aqui está o gráfico atualizado do volume de gelo do mar do Ártico, conforme calculado pelo gelo Sistema de Modelagem e Assimilação do Oceano Pan-Ártico (PIOMAS) no Centro de Ciência Polar:

Atualização do volume dp gelo domar no Ártico - PIOMAS

Estão a ver aquela linha de tendência de 2016 simplesmente a recusar-se a subir, terminando no nível mais baixo já registado para esta época do ano? Isso é por causa disto:

Extensão do gelo do mar no Ártico em Outubro 2007 2016

O Ártico tem se recusado teimosamente a voltar a congelar anteriormente, mas este é outro evento que podemos adicionar à lista sem precedentes. Depois de ter acabado no segundo / terceiro mais baixo do registo por volta da altura do mínimo de gelo, houve um rápido recongelamento que era tradicionalmente apontado como o Fim do Aquecimento Global, mas nas últimas semanas as coisas têm estado paradas figurativamente. Quaisquer que sejam os respectivos papéis de variabilidade natural e AGW [Aquecimento Global Antropogénico], estas oscilações loucas não inspiram confiança num sistema semi-estável (e o mesmo se passa, infelizmente, com a Antártida).

recuperação da extensão do gelo do mar no Ártico entre setembro e outubroO recongelamento lento, inevitavelmente, tem um efeito sobre o volume de gelo do mar, como modelado pelo PIOMAS. Desde 1 de novembro que o volume de gelo do mar é o mais baixo no registo, mas este post cobre apenas o mês de outubro, e no final desse mês, 2016 esteve apenas marginalmente atrás 2012. Mas, com um aumento de apenas 1.648 km3 durante outubro (apenas 2007 conseguiu ter um aumento inferior a 2 milhões na última década) 2016 deixou todos os outros anos bem longe. Vejam como as diferenças em relação aos anos anteriores têm evoluído desde o mês passado.

A linha plana também pode ser vista claramente na versão da Wipneus do gráfico de volume do PIOMAS:

Volume do gelo do mar no Ártico com 1979-2001 e anos anteriores

E zau, a linha de tendência no gráfico da anomalia de volume de gelo marinho do PIOMAS aventurou-se em território do desvio padrão de 2 novamente:

Anomalia do volume do gelo do mar no Ártico

Claro que, se há menos gelo fino a aparecer nas periferias, a espessura média geral pára de descer no gráfico da PIJAMAS, com base no meu rude cálculo dos números do volume do PIOMAS dividido pelo total de medida de extensão do gelo marinho da JAXA:

Volume d Gelo Marinho em relação à extensão do gelo marinho

E como de costume, o gráfico da espessura pelo Centro de Ciência Polar mostra algo semelhante:
Comparação da espessura do gelo do mar no Ártico 1980 2016

Duvido muito que a linha de tendência de 2016 não se vá juntar às outras nos gráficos da extensão do gelo e da área do gelo antes do fim do ano, mas ainda está por ver qual será o efeito disto no resto da temporada de congelamento.

Depois de um outubro lento, 2007 registou um aumento maciço durante novembro. Vamos a ver se vai ser o mesmo para este mês. A extensão do gelo está a crescer rapidamente outra vez:

Extensão do gelo do mar no Ártico em novembro 2016

Estou a fazer uma pausa nos blogs, mas vou tentar continuar a fazer as atualizações mensais do PIOMAS. Considerem isto um fio aberto.

Traduzido do original PIOMAS November 2016, publicado por Neven em Arctic Sea Ice Blog a 8 de novembro de 2016.

Estes conteúdos são traduzidos e/ou legendados por voluntários motivados pelo desejo de facilitar o conhecimento a todos e assim melhorar as nossas vidas. Qualquer pessoa pode fazer o mesmo.
Para iniciar ou sugerir uma tradução, clique aqui.
Anúncios
Standard
Gelo do mar no Ártico em recuperação difícil
Paul Beckwith

Gelo do Mar no Ártico em Recuperação Difícil Sem Precedentes

“A recuperação do gelo do mar no Ártico está fod… este ano. Na realidade, é uma situação verdadeiramente horrível.” – Paul Beckwith

Conteúdo traduzido do vídeo da publicação Arctic Sea Ice Regrowth Is Eff’d This Year, Parts 1 and 2 de Paul Beckwith publicado a 6 de Outubro de 2016.

[expand title=”Abrir a Transcrição aqui:” swaptitle=”Recolher Transcrição” trigclass=”noarrow” tag=”div” id=”com-gelofod”]

Gelo do Mar no Ártico em Recuperação Difícil Sem Precedentes

Olá! O meu nome é Paul Beckwith, estou com o Laboratório para a Paleoclimatologia da Universidade de Ottawa.
O nosso sistema climático está claramente a passar por mudanças abruptas de momento. Em nenhum outro lugar isto é tão óbvio como no Ártico, O Ártico está a ficar cada vez mais escuro, estamos a perder cobertura de neve principalmente na Primavera, estamos a perder gelo do mar, está a ficar mais escuro e esta região mais escura está a absorver muito mais radiação solar e a causar uma amplificação enorme da temperatura.
O mínimo de gelo do mar do Ártico, o qual acontece, normalmente, em meados de Setembro, ocorreu este ano, foi o segundo mais baixo do recorde — 2016 é a linha azul, comparado com o recorde mínimo de 2012 — e pode-se ver que… O que está a acontecer agora, contudo, no início de Novembro, vimos o gelo a retomar muito bem a forma em 2012, embora muito mais baixo do que a média… a média a longo prazo, ou o desvio padrão, que estava muito abaixo dessas curvas, mas agora estamos a ver que o gelo não se está a formar de forma apropriada. O que se passa é que o gelo do mar tenta crescer, vai de encontro às temperaturas extremamente altas da superfície do mar, e basicamente é impedido.
Olhem para a trajetória desta curva, onde… Tem ocorrido sempre, nos últimos anos, mais e mais e mais destes efeitos inesperados, inesperados para a maioria das pessoas, para a maioria dos cientistas climáticos, mas não inesperados para mim, na realidade. Sabem, tenho vindo a estudar este tipo de coisas há já muito tempo, tentando conectar todas as peças do sistema climático, e não existem pessoas suficientes para fazê-lo. Temos um mundo de especialistas, precisamos que as pessoas olhem para o quadro todo para juntar as peças todas.
Deixem-me dizer o que se passa aqui. Vamos dar uma olhadela a alguns dos detalhes. Este é o mínimo de 1981 a 2010; extensão de gelo no valor mínimo; isto foi o que aconteceu em 2007, a linha azul. 2012: esta linha aqui. E o gelo que vemos aqui foi o que aconteceu em setembro de 2016. Estamos a sair de um ano relativamente baixo. O que é diferente neste ano é que o gelo é muito mais fino do que era, quase não há gelo de anos anteriores. E o gelo espesso que normalmente estaria … ao longo do Arquipélago Canadiano já não existe. O gelo não está rijo e como resultado o gelo pode passar pelo Arquipélago Canadiano. Este é outro fenómeno novo que aconteceu este ano.
Isto mostra as temperaturas da superfície do mar. A anomalia de temperatura de superfície do mar para 4 de novembro de 2016. A anomalia é a diferença em relação à média de longo prazo. O que se pode ver é zonas de água muito quente aqui. Zonas de água muito muito quente. E se olharmos para cima, especificamente no Ártico… Isto é o contorno do gelo…. A água está extremamente quente a toda a volta. De facto, estas regiões aqui estão 8ºC mais quentes que o normal. Esta vasta região… todo este vermelho está acima de 1ºC… varia entre 1ºC a cerca de 8ºC mais quente que o normal. Está a circundar o gelo. Claro que, à medida que o gelo se tenta expandir, a extensão de gelo marítimo está a ser cortada, está a ser derretida… chega a águas muito quentes…
Isto é a temperatura à superfície, também está quente em baixo, conforme se desce em profundidade e combinado com grande atividade de ondas, que mistura a água… conforme a temperatura de superfície do mar desce, devido à irradiação do calor para o espaço – a radiação de onda comprida… por haver mistura, a água quente à superfície é substituída por água quente de baixo e o processo repete-se. Assim, o gelo está confinado… Até que aqueça toda aquela água, a coluna de água não se irá formar devidamente. Se olharmos para…. Se voltarmos aqui atrás, e se olharmos para as temperaturas reais… Então, isto são as temperaturas à superfície do mar, não é a anomalia… E se olharmos para este região do Ártico… Porque o ponto de congelamento da água do mar é cerca de -1,8ºC, se subirmos acima disso ela começa a derreter, dependendo de… Porque a maior parte é gelo de primeiro ano, por isso a salinidade desse gelo não será de 35 partes por milhar, será algo como 10 ou 15… Por isso estará a derreter… algures entre 0 e -1,8ºC, provavelmente -1ºC, estará a derreter. Se olharmos para esta região azul aqui – isto é onde está o gelo, – aqui… isto é a água de superfície, mas a água em baixo está mais quente, como vos irei mostrar. Essa é uma característica do Ártico.
Então, o que está a acontecer em termos de temperaturas médias na atmosfera… O que se está a passar aqui é… Isto é a norma de longo prazo. E isto é onde estamos neste ano. Assim, muito mais quente do que o normal aqui. E em vez de começar a cair, como normalmente seria de esperar, está a estender-se numa zona muito elevada. Há medida que formos para fora… Ok, houve aqui um fundão, mas começou a recuperar aqui. Se seguirmos esta tendência para baixo; isto é muito invulgar este ano. No ano mínimo de 2012, houve alguma extensão aqui… Alguma flutuação aqui… Mas não como estamos a ver agora. Se formos para 2007, uma coisa semelhante… Nos últimos anos, pode-se ver uma extensão sobre esta curva verde, em ambos os lados, mas esta extensão está muito… Está mais pronunciada. E especialmente esta subida aqui, aquilo que se está a passar aqui.
Então… Se olharmos, podemos obter todo o tipo de dados da reanálise, ou Laboratório de Investigação do Sistema da Terra… Dados de reanálise… Podemos ver, digamos, a média de pressões ao nível do mar ao longo de 30 dias, por exemplo. Isto é a pressão; isto é a anomalia… E pode-se ver as zonas a vermelho… As pressões são mais altas ali… Estas são as áreas de maior temperatura. Há todo o tipo de… Podemos ver o que as correntes de jato estão a fazer. Podemos ver as temperaturas de superfície ao longo dos últimos 30 dias, dos dados de reanálise. Isto é a anomalia da temperatura aqui, dos últimos 30 dias. E isto são 6ºC. Toda esta área vermelha está a mais de 6ºC. O vermelho e laranja é mais de 5ºC. Para o amarelo, estamos acima de 3ºC. Por isso todo o Ártico tem estado extremamente quente ao longo do último mês. Assim, não é de surpreender que a água do mar ainda esteja quente e não a formar (gelo), como devia.
Isto mostra um mapa de temperaturas… Tudo o que é verde está acima de 0ºC, estamos a obter grandes extensões de ar quente a entrar no Ártico. Isto é o Climate Reanalyzer. Se olharmos para as anomalias de temperatura – olhem para toda esta região aqui em cima! 15 a 20ºC mais quente que o normal em vastas partes do Ártico. E de facto, todo o Ártico aqui… 5,84ºC, indo até 6ºC e por diante. O Ártico está um alto-forno, comparado ao que deveria ser. Se olharmos para as temperaturas… Estamos a falar desta área azul-clara; está mesmo abaixo de 0ºC. Esta é a temperatura real e toda esta área aqui está na casa de… Está mais ou menos a -10ºC. Então, isto é onde está a anomalia de temperatura de 20ºC. Quando subirmos um pouco mais, para uma anomalia de 30ºC, então toda esta região estará acima de 0ºC. E é para aí que estamos a ir, estas anomalias são muito muito grandes no Ártico. E porque é que são tão grandes? Será em parte por causa dos níveis mais elevados de metano ali? Será dos níveis mais elevados de CO2, definitivamente, lá em cima? E muito desse ar frio está de facto a vir para baixo, e as pessoas falam do vórtice polar, que é um pouco como um termo erróneo para descrever o tempo na América do Norte, quando esta massa fria desce, mas é assim que os meteorologistas o têm chamado.
Então, estas anomalias enormes vão atingir um limiar. Apesar de estarem 15 ou 20 graus mais quente do que o normal no Ártico neste momento, ainda está abaixo de zero, ainda estamos a obter alguma formação de gelo marinho. Não temos que ir muito mais além na anomalia para ficarmos acima de zero, e o gelo marinho continuar a diminuir nesta altura do ano, início de Novembro. Uma vez que façamos isso, iremos ultrapassar esse limiar de zero graus celsius, em que a coisa congela, ou ligeiramente abaixo, por causa da salinidade, e estaremos num clima completamente diferente, o Ártico está a perder neve e gelo, e vai disparar. E não importa muito o que os humanos fizerem. Não podemos simplesmente… sabem… Sim que importa o que fazemos, mas reduzir as emissões de combustíveis fósseis não será suficiente. É por isso que temos que arrefecer o Ártico, e temos que remover CO2 da atmosfera. Falo do banco de três pernas, da abordagem do banco das três pernas: zero emissões de combustíveis fósseis; arrefecer o Ártico; remover CO2 da atmosfera. Precisamos de fazer todas estas 3 coisas.
Isto é em termos do volume, um declínio contínuo aqui, não irei falar muito disso. Isto são dados da Cryosphere, olhando para a espessura do gelo. Isto é a espessura do gelo… numa média de 28 dias, e podemos ver… que quase que não existe… O vermelho são cerca de 3 metros. Quase que não resta nenhum gelo espesso. É gelo muito muito fino, e como resultado muito deste gelo tem se movido através do arquipélago canadiano, como se pode ver. E há muito escoar pelo Estreito de Fram, muito derretimento. E pode-se de facto clicar em em diferentes regiões… Isto é o Centro para Observação Polar e Modelagem de Dados, um portal da Agência Europeia para a Ciência, e pode-se clicar nos dados aqui, para regiões em particular, e ver a espessura do gelo em localizações específicas, ao longo do tempo. Pode-se ver o quão a espessura do gelo muda ao longo do tempo. Na maioria das áreas estará a diminuir, mas em algumas áreas estará a aumentar; à medida que o gelo fica mais fino, talvez se acumule, em localizações específicas. O diabo está nos pormenores.
Agora, se olharmos para… Continuando, estas são as trajetórias do volume do gelo do mar ao longo do tempo. Estão todos a diminuir, e se fizermos uma correspondência, uma correspondência da tendência exponencial, por volta de 2022… 2021, iremos para zero volume do gelo do mar no Ártico… se seguirmos esta trajetória. Se for uma trajetória linear, poderá durar até 2030. Eu poria o meu dinheiro em mais próximo de 2020. Leiam o livro de Peter Wadhams, “A Farewell to Ice” [Um Adeus ao Gelo] e encontrarão pormenores quanto ao que irá acontecer.
Portanto, isto está a mostrar a altitude das ondas. Isto é em metros. Temos ondas de 10 metros aqui… Esta é uma área extremamente quente neste momento, esta é uma área mais fria, os ventos fortes geram uma grande ondulação… Se olharmos para as ondas à volta do gelo, 1.7 metros, mas olhem para o período das ondas, 6.7 segundos. Neste lado, 3 segundos, 7.1 segundos… Neste lado é tipicamente 5 a 6, 7 segundos, ou varia de 3 a 7. Neste lado, o período são 14 segundos… 13 segundos… 10… OK? Então, os períodos são mais longos aqui, as ondas cerca de 1 metro de altura ou assim. Aqui descemos para cerca de 5 segundos. Agora, porque é que isto é importante? É importante porque está a impedir que o gelo do mar cresça.
E acabei de reparar que o meu tempo acabou, e logo vou fazer uma segunda parte para este vídeo, portanto, fiquem atentos à 2ª parte.Recolher Transcrição[/expand]

Estes conteúdos são traduzidos e/ou legendados por voluntários motivados pelo desejo de facilitar o conhecimento a todos e assim melhorar as nossas vidas. Qualquer pessoa pode fazer o mesmo.
Para iniciar ou sugerir uma tradução, clique aqui.
Standard
Média anual da extensão do gelo marítimo 2012 - 2016
Sam Carana

Menos gelo marítimo, Oceano Ártico mais quente

A 2 de novembro de 2016, a extensão do gelo marítimo do Ártico estava num valor mínimo recorde para a época do ano, ou seja, apenas 7,151 milhões km².

gelo marítimo atinge valor mais baixo recorde

A atualmente muito baixa extensão de gelo marítimo está a arrastar ainda mais para baixo a média anual da extensão de gelo marítimo, que também está num valor mínimo recorde, como ilustrado pela imagem abaixo, do blog de Torstein Viðdalr.

Média anual da extensão do gelo marítimo 2012 - 2016

Não só está a extensão do gelo marítimo do Ártico muito baixa, o gelo marítimo está também cada vez mais fino, como ilustra a imagem abaixo, por Wipneus, que mostra o recente e dramático declínio da espessura do gelo marítimo do Ártico.

Comparação da espessura do gelo marítimo no Ártico 2012-2016

Como a animação de 30 dias do Naval Research Lab abaixo mostra, o gelo marítimo do Ártico não está a ganhar grande espessura, apesar da mudança de estações.

Espessura do gelo no Ártico em Outubro - Novembro 2016, em metros.

Espessura do gelo no Ártico em Outubro – Novembro 2016, em metros.

Nos dois vídeos em baixo, Paul Beckwith explica melhor a situação.

Paul Beckwith:

A recuperação do gelo marítimo está fod… este ano, verdadeiramente horrível de facto. À medida que o gelo se estende, definido como as regiões com pelo menos 15% de gelo, e tenta expandir pelo congelamento da água do mar, é derretido por temperaturas da superfície do mar extremamente elevadas. Então, a água arrefecida da superfície mistura-se pela ação das ondas com água mais quente tão profundo quanto 200 metros, e as misturas quentes na superfície continuam o processo de derretimento do gelo do mar. Sem uma recuperação forte do gelo, vamos atingir o estado para o qual nos dirigimos. Nomeadamente, zero gelo marítimo. Temos que quebrar este ciclo vicioso, ao declararmos uma emergência climática, e ao implementar o conjunto de soluções do banco-de-três-pés.

[Esta segunda parte encontra-se em tradução e em breve será adicionada à publicação Gelo do Mar no Ártico em Recuperação Difícil Sem Precedentes]

À medida que o aquecimento global aumenta a temperatura da superfície do mar e a da atmosfera sobre a superfície do mar, desenvolvem-se ventos cada vez mais fortes, resultando por sua vez em ondas mais fortes e maiores quantidades de água nas nuvens.

A imagem abaixo mostra a previsão para 9 de Novembro de 2016 de ondas tão altas quanto 13.76 metros (círculo verde no painel esquerdo) e quantidades totais de água de 1.38 kg/m² (círculo verde, painel direito, perto de Novaya Zemlya).

Previsão de ondulação e quantidade de água nas nuvens no Ártici a 9 de Novembro

Ondas grandes tornam difícil para o gelo marítimo de formar, enquanto a evaporação do oceano adiciona mais vapor de água para a atmosfera. Uma vez que o vapor de água é um gás de efeito estufa potente, isto acelera ainda mais o aquecimento do Ártico.

O péssimo estado do gelo marítimo indica que a água do Oceano Ártico está a ficar cada vez mais quente.

Temperatura do mar no Ártico a 31 de Outubro de 2016
A 31 de outubro de 2016, o Oceano Ártico estava tão quente como 17°C ou 62,7°F (círculo verde perto de Svalbard), ou 13,9°C ou 25°F mais quente do que 1981-2011. Isto indica o quão mais quente a água está abaixo da superfície, chegando assim ao Oceano Ártico a partir do Oceano Atlântico.

Em baixo está uma atualização da situação quanto ao metano. Contida nos dados existentes temos uma linha de tendência a indicar que os níveis de metano poderiam aumentar um terço até 2030 e quase duplicar até 2040.

Níveis de metano em 2016 e previsão até 2040

Porque é que o metano é tão importante? Numa escala de 10 anos, o metano causa mais aquecimento do que o dióxido de carbono. Em comparação com o CO2, o metano o Potencial de Aquecimento Global do metano aumenta quanto mais for libertado. O tempo de vida do metano pode ser estendida a décadas, em particular devido à depleção do hidróxido na atmosfera.

Potencial de aquecimento global do metano

Potencial de aquecimento do metano comparado ao CO2 e outros gases de efeito estufa.

Nefasto é o que mostra a imagem em baixo, a 9 de Novembro de 2016, os níveis de metano estavam tão elevados sobre o mar de Laptev (cor magenta sólido a norte da Sibéria).

Níveis de metano, Laptev, Sibéria

A imagem abaixo mostra que os níveis de metano a a 9 de Novembro de 2016 esavam tão altos quanto 2633 partes por bilião (a uma altitude ligeiramente mais elevada correspondendo à pressão de 469 mb).

Níveis de metano, Novembro 2016

As temperaturas sobre o Oceano Ártico estão previstas permanecerem elevadas, refletindo as temperaturas muito elevadas da água.

Temperaturas elevadas no Ártico a Novembro de 2016

O perigo é que, à medida que o aquecimento global continuar e a neve do Ártico e a cobertura de gelo continuarem a encolher, o aquecimento do Oceano Ártico irá acelerar e destabilizar os hidratos de metano contidos nos sedimentos do seu leito marítimo, provocando enormes erupções de metano que irão acelerar ainda mais o aquecimento. Isto poderia contribuir para um aumento da temperatura global de até 10°C ou 18°F durante a próxima década.

A situação é terrível e apela a uma ação abrangente e eficaz, conforme descrito no Plano Climático

Traduzido do original Less sea ice, warmer Arctic Ocean de Sam Carana, publicado no blogue Arctic News, a 4 de Novembro de 2016, atualizado a 11 de Novembro..

Estes conteúdos são traduzidos e/ou legendados por voluntários motivados pelo desejo de facilitar o conhecimento a todos e assim melhorar as nossas vidas. Qualquer pessoa pode fazer o mesmo.
Para iniciar ou sugerir uma tradução, clique aqui.
Standard