Inabitavel - Areas de risco de seca climatica e desertificação em África
Robertscribbler

Tornado Inabitável pelo Calor — Sudão e Partes do Norte de África e Médio Oriente Estão Ameaçados

O Norte de África já está quente e está a aumentar fortemente em temperatura. Em algum momento neste século, parte da região irá tornar-se inabitável.

Dr. Johannes Lilieveld

O número de refugiados climáticos pode aumentar drasticamente no futuro. Pesquisadores do Instituto Max Planck de Química e do Instituto Cyprus em Nicósia calcularam que o Médio Oriente e Norte da África podem tornar-se tão quentes que a habitabilidade humana fica comprometida.

O Instituto Max Planck

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Ondas de calor tão quentes que é impossível realizar qualquer atividade ao ar livre sem ameaça de lesão ou pior. Tempestades de areia furiosas que tornam o ar irrespirável. Secas enormes que arruínam a produtividade agrícola e a biodiversidade ao mesmo tempo. Secções da África e do Oriente Médio estão atualmente a ter uma amostra destas novas e perigosas condições climáticas. Mas a sua frequência pode aumentar em cinco vezes ou mais ao longo dos próximos 30-40 anos — um mal ameaçador, o colapso do governo, e o deslocamento forçado de milhões de pessoas.

O Sudão poderia tornar-se inabitável pela mudança climática

Devido ao aquecimento causado pelo homem, estes tipos de eventos já estão a acontecer em lugares como o Sudão, com frequência cada vez maior. E uma reportagem recente da CNN mostra que esse estado norte-Africano está sob a ameaça de se tornar inabitável para os seres humanos devido às alterações climáticas.

Areas de risco de seca climatica e desertificação em África

Um novo crescendo infértil. A mudança climática aumenta os riscos de desertificação de regiões semi-áridas em toda a África. Fonte da imagem: Grid-Arendal, Universidade de Columbia e CNN

A seca tem impactado a agricultura na medida em que 1,9 milhões de pessoas nesta nação de 40 milhões poderiam enfrentar a fome durante o próximo par de anos. Mais de 3,2 milhões enfrentam escassez de água. E na justaposição irónica que muitas vezes vem com a mudança climática — desde 2013 cerca de 600.000 pessoas foram deslocadas devido aos dilúvios que têm cada vez mais frequentemente chegado no fim dos períodos longos e secos.

Para o Sudão, os problemas estão apenas a começar. Lá para meados do século as temperaturas de superfície na região podem aquecer entre 1,1 e 3,1 graus Celsius. E tanto aquecimento adicional vai multiplicar a ocorrência dos tipos de ondas de calor, secas e tempestades de poeira nocivas que estão a acontecer hoje muitas vezes mais. No final, o Sudão está em risco de ser abandonado já que as suas terras são tomadas por um clima impróprio para habitação humana.

500 Milhões de Pessoas Sob Calor e Seca Extremos em África e no Médio Oriente em Meados do Século

Mas não é apenas o Sudão que está a enfrentar uma mudança para condições climáticas de desfazer a nação. Em 2050, os eventos relacionados com o calor extremo irão acontecer cinco vezes mais frequentemente enquanto a Terra aquece numa crescente dissecação em África e ao longo de uma boa parte do Oriente Médio. Durante os verões, a meados do século, as temperaturas em toda esta zona vulnerável poderiam chegar a tanto quanto 5 graus Celsius mais quente do que são hoje.

Temperaturas quentes no mèdio Oriente e Norte de Árica

Incrivelmente quente: o Norte de África e Médio Oriente, a temperatura média irá subir creca de 2,5ºC (esquerda) por volta de meados do século, e no verão em torno de cinco graus Celsius (direita) se as emissões de gases de efeito estua continuarem a aumentar de acordo com o cenário de negócios como sempre (RCP8.5).

(As temperaturas deverão subir a níveis extremos em toda a África e Médio Oriente devido à queima de combustíveis fósseis e o aquecimento relacionado do Sistema Terra. Os impactos produzem um risco elevado de migração em massa para fora dessas regiões à medida que as condições de estufa tomam posse. Fonte da imagem: O Instituto Max-Planck).

Incluindo o Sudão, mais de 500 milhões de pessoas vivem nesta região. E de acordo com o Instituto Max-Planck, dias extremamente quentes — dos quais houve 16 por ano dentro desta área vulnerável entre 1986 e 2005 — irão aumentar em cinco vezes para 80 por volta de 2050, e até entre 118 a 200 em 2100.

Um calor extraordinário e persistente adicionado vai assar a humidade dos solos, arruinar florestas, e fazer avançar desertos. Irá produzir dias de temperaturas húmidas que se aproximam ou ultrapassam o limite da resistência humana (35 C) outra e outra vez. Uma tal elevada prevalência e intensidade de condições adversas farão os problemas atuais enfrentados pela região parecerem leves a moderados em comparação. No final, inúmeros locais provavelmente tenderão a tornar-se basicamente inabitáveis.

Chamada à Ação

Dada a dureza que vem a caminho e aquilo que provavelmente será uma migração em massa evitável, cientistas e ambientalistas estão a chamar à ação. A CNN e outros têm destacado a necessidade de ajuda a África e ao Médio Oriente. Mas por tão útil que seja o auxílio àqueles que estão desesperados e a lutarem para sobreviver, o principal condutor de todo o problema são as emissões de combustíveis fósseis pelos seres humanos. E a menos que pare, esta região e os seus povos altamente vulneráveis, entre outros ao redor do mundo, serão atingidos muito duramente.

Michelle Yonetani, um conselheiro sénior em catástrofes do Centro de Monitoração para o Deslocamento Interno, observou que encorajar os governos a aumentarem os compromissos para agirem sobre o clima é “talvez um dos meios mais indiretos [para ajudar], mas [é] a nível mundial o mais importante. Agora é realmente o momento de pressionar os governos para agir … “Caso contrário, vastas regiões em África e no Médio Oriente enfrentaram desestabilização, colapso, e migração em massa em horizontes de tempo bastante curtos.


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Traduzido do original
Rendered Uninhabitable by Heat — It’s Not Just Sudan, Parts From North Africa to the Middle East are Under the Gun
, publicado por Robertscribbler em http://robertscribbler.com/ a 9 de dezembro de 2016.

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As projeções em RCPs do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas como cenários de ficção por geoengenharia
Nick Breeze

Projeções do IPCC são Ficção: A Realidade é Muito Pior

Os cenários de sobrevivência da espécie humana projetados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), ou como lhes chamam, RCPs, assumem que vamos remover vários biliões de toneladas de CO2 da atmosfera com tecnologia de geoengenharia que ainda não possuímos.

Nick Breeze mantém o blogue Envisionation cujo contexto de muito do conteúdo está na crise das alterações climáticas e na nossa resposta individual e coletiva à mesma.

Conteúdo traduzido do original Survivable IPCC projections based on science fiction – reality is far worse

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Projeções do IPCC são Ficção: A Realidade é Muito Pior

No último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas – IPCC-AR5, foi publicada uma seleção de percursos de concentração representativos, ou RCPs. O Dr. Matt Watson da School of Earth Sciences, na Universidade de Bristol no Reino Unido, defendeu este ponto com firmeza, numa recente reunião da Royal Society em Londres. E esta é a razão. Estas são as mais recentes projeções do Painel Internacional para as Alterações Climáticas, e o que é alarmante é que estes dois cenários na realidade incluem explicitamente tecnologia de emissões [de CO2] negativas. Ou seja, há geoengenharia do tipo de remoção de dióxido de carbono incluída nos casos dos melhores cenários. A coisa verdadeiramente alarmante para nós é que estamos neste percurso aqui, o RCP 8.5. Estamos alinhados com essa trajetória, e isso coloca-nos numa situação muito muito diferente no tempo de vida dos nossos filhos ou netos. NICK BREEZE: De entre estes cenários projetados no futuro, apenas 2 parecem poder manter-nos próximo de uma subida de temperatura de 2°C. Tal como o Dr Watson acabou de mencionar, estes denominam-se respectivamente RCP 2.6 e RCP 4.5. Este gráfico destina-se a dar-nos uma ideia de quais concentrações de gases de efeito estufa nos levam a quais temperaturas, sendo que os 2°C são o limite consensual de segurança. As linhas âmbar e preta são de registos históricos, e a vermelha, a verde e a azul, são previsões. Tal como Watson aludiu, o RCP no qual nos encontramos presentemente é o vermelho, chamado RCP 8.5. Este não é um percurso de sobrevivência. Os RCPs de 4.5 a 8.5 irão fazer-nos perder o sequestro de carbono pelas árvores e os mantos de gelo. Sem as árvores, vamos ficar inundados de gases de efeito estufa e a humanidade simplesmente não vai conseguir sobreviver. Assim resta-nos o RCP 2.6, o qual tem um intervalo de temperatura estimado em 0.9°C a 2.3°C. Já estamos muito próximos do cenário de 0.9°C [FEV 2016 com 1.57°C] logo as nossas chances de nos mantermos dentro do intervalo de temperatura são muito baixas, especialmente quando se considera a estimação de que as emissões ainda aumentem. O ex-presidente da Royal Society, Professor Martin Rees, fez esta declaração durante a nossa entrevista. Penso que todos nós temos esperança de que a redução de emissões seja alcançada, mas a falta de sucesso das tentativas de acordos internacionais encorajam pessimismo, e eu, honestamente, apostaria, tristemente de facto, que as emissões anuais de CO2 irão subir ano após ano, durante pelo menos os próximos 20 anos, e isso irá levar a um nível acumulativo próximo de 500 partes por milhão por essa altura. Baseado naquilo que sabemos, é justo dizer-se que a sensibilidade da Terra às emissões de gases de efeito estufa significa que vamos experienciar ainda muito mais aquecimento com um impulso adicionado pelos mecanismos de reforço como a libertação de metano e a perda de árvores. Contudo, há outra mosca na sopa quanto a quase todos os percursos representativos de concentrações. Como o Dr Watson disse, eles na realidade ficcionaram uma solução de geoengenharia chamada “remoção de dióxido de carbono” ou CDR através da qual biliões de toneladas de carbono são de facto removidas da atmosfera, e armazenadas algures na Terra seja sob a forma de biochar ou talvez como matéria viva, chamada biomassa. Mas tal como é amplamente sabido, na realidade não existe nenhuma tecnologia assim, e a pesquisa para a desenvolver tem estado enrolada em controvérsia, conspiração inação governamental, representação falsa, e toda uma gama de outras inibições. O ponto principal é que estamos a basear a nossa segurança futura coletiva neste planeta em pura ficção científica. Se queremos sequestrar o CO2 e fazer uma diferença, temos que sequestrar algo que é… uma fração significativa das 35 biliões de toneladas por ano. E então o que é uma fração significativa de 35 biliões? Digamos 20 biliões de toneladas… 10 biliões de toneladas até, para começar. 10 biliões de toneladas por ano de sequestração de carbono. Não fazemos nada, neste planeta, a essa escala. Não produzimos comida a essa escala, não minamos de todo a essa escala, nós nem produzimos petróleo, carvão ou gás natural a essa escala. Minério de ferro está abaixo de 1 bilião de toneladas por ano. Como vamos inventar uma tecnologia do zero, uma tecnologia altamente complicada, para lidar com 10 biliões de toneladas por ano? NB: Diretor substituto do Centro Tyndall para a Investigação em Alterações Climáticas, o Prof. Kevin Anderson disse o seguinte numa entrevista recente: É também um ponto brilhante de se notar que quando estamos a desenvolver os nossos cenários de emissões, o nosso modo de pensar no futuro, virtualmente todo e cada um dos cenários de emissões que tem por objetivo cumprir as nossas obrigações perante as alterações climáticas, que assinámos internacionalmente, esta ideia de manter o aumento da temperatura média global abaixo dos 2°C, virtualmente todo o cenário de emissões que gerámos até agora, inclui geoengenharia. Assume automaticamente que funciona. Agora, tudo bem se isso acontecer em 1 ou 2 cenários, mas quase todos os cenários o tem. E então, aquilo que encontramos é que a geoengenharia apesar de ainda estar numa fase conceptual muito experimental estamos a assumir que funciona e estamos a embuti-la nos nossos cenários, e é a partir desses que vamos aconselhar os nossos legisladores. E então já tem um efeito muito pernicioso no influenciar daquilo que os legisladores, a sociedade civil, as empresas, e outras pessoas que não estão envolvidas na ciência, percebem sobre alterações climáticas. E se falares com a maioria dos legisladores, eles não estão conscientes de que na realidade, de todo o aconselhamento que recebem dos cientistas, já existe esta suposição de que estamos prestes a chupar o CO2 da atmosfera no futuro próximo. Isso já está a acontecer hoje. NB: Temos uma crise muito real e muito séria em mãos. Não podemos permitir que as emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa continuem a subir. Temos que inverter a tendência, e rápido. Estamos presentemente no perigoso nível de 400 partes por milhão de dióxido de carbono, e a subir. Na Era pré-industrial, estávamos à volta das 280 partes por milhão. Para estarmos seguros, devíamos estar a apontar para reduzir a concentração abaixo das 320 ppm. Isto significa desenvolver um meio de remover as biliões de toneladas de gases de efeito estufa da atmosfera. Devíamos estar muito preocupados que o IPCC incluiu o uso de tecnologia de geoengenharia nos cenários futuros de emissões, e que a verdadeira tecnologia não existe presentemente e nem está a ser adequadamente pesquisada nem financiada.Recolher Transcrição[/expand]

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