Hidratos de Metano Irrompem do Fundo em Bolhas
Metano, Retroalimentação, Temperatura

Águas Muito Quentes Estão a Invadir o Oceano Ártico

[Tradução da imagem: Níveis de metano atmosféricos globais | Média global dos níveis de CH4 tão elevados quanto 1836 ppb registam-se agora a várias altitudes. Criado por Sam Carana para o Arctic-news.blogspot.com]

Uma média Global dos níveis de metano…

…de 1836 partes por bilião (ppb) foram registadas a várias altitudes a 24 de Agosto de 2014. Entretanto, o Oceano Ártico continua a aquecer. Tal como a imagem em baixo mostra, o aquecimento do oceano está a sentir-se mais fortemente no Hemisfério Norte.
[Tradução da imagem: Anomalia na temperatura de superfície dos oceanos | a 19 de Agosto de 2014 Hemisfério Norte 1,78ºC | Mundo; Hemisfério Norte; Atlântico Norte; Pacífico Norte; Pacífico Equatorial; Hemisfério Sul]

Águas muito quentes dos Oceanos Pacífico Norte e Atlântico Norte estão agora a invadir o Oceano Ártico. Nunca antes na história a humanidade estiveram estas águas tão quentes. No Oceano Ártico, isto está a causar temperaturas de superfície muito elevadas, tal como revela a imagem em baixo.

[ clique na imagem para aumentar | Esquerda: Temperatura da superfície do mar; 25 de Agosto de 2014 | Direita: Anomalia da temperatura de superfície do mar; 25 de Agosto de 2014 | Imagem criada a partir de NOAA – Marine Modeling and Analysis Branch = Administração Nacional para a Atmosfera e Oceanos – Departamento de Modelagem e Análise]

feedbacks | ciclos de retroalimentação positivos, retroacção ou auto-reforço

As temperaturas muito elevadas ameaçam disparar todo o tipo de feedbacks (ciclos de retroalimentação positivos), tal como descritos no parágrafo complementar seguinte.


(Para um melhor entendimento dos Mecanismos de Retroacção (Feedback) no Ártico, clique aqui! Para um resumo: O desaparecimento da cobertura de neve e gelo no Ártico faz com que menos luz solar seja reflectida de volta para o espaço (albedo), um mecanismo de retroação (feedback) que Peter Wadhams calculou constituir, ao longo do tempo, um efeito de aquecimento maior do que o todo o aquecimento de todas as emissões causadas pelas pessoas.
Mais mar aberto no Ártico resulta em todos os tipos de mecanismos de feedback (retroação ou auto-reforço). Águas calmas funcionam como um espelho, refletindo muita da luz solar de volta para o espaço, mas à medida que mais energia é adicionada ao clima, as águas ficam mais ondulantes, absorvendo mais luz. Águas mais quentes fazem com que mais plâncton floresça, absorvendo mais luz solar que água pura. Água mais quente resulta em mais evaporação e cobertura de nuvens, especialmente a altitudes baixas, tornando difícil ao calor irradiar para o espaço.
À medida que a Terra aquece, o Ártico aquece ainda mais rápido, causando alterações na ‘corrente de jato’ (jet stream) que por sua vez causam eventos meteorológicos mais extremos, tais como tempestades e ondas de calor. Isto por sua vez causa mais incêndios próximo do Círculo Ártico o que piora muito mais as coisas.
Tais feebacks podem tornar-se ciclos de auto-reforço que podem continuar a crescer, mesmo que parássemos as emissões que originalmente os desencadearam. Para além disto, algumas emissões mascaram a ira total do Aquecimento Global durante algum tempo e, enquanto fazermos esta transição de abandonar os combustíveis, mais aquecimento irá resultar do retirar deste efeito de máscara.
O maior perigo é que o metano vai irromper dos sedimentos no fundo do Oceano Ártico. Até uma erupção relativamente pequena poderia desencadear erupções enormes, e com o aquecimento continuado, a questão não é se isto poderia acontecer mas quando irá acontecer.
Para prevenir o aquecimento de entrar numa espiral fora de controlo, é necessário mais que reduzir as emissões de CO2. A situação é crítica e apela a acção efectiva e compreensiva, tal como discutido no Climate Plan blog, em http://climateplan.blogspot.com)


O grande perigo é que, à medida que o leito do mar aquece, o metano vai irromper dos hidratos que estão em sedimentos debaixo do Oceano Ártico. A situação é calamitosa e apela a uma acção compreensiva e efectiva, tal como discutido no blogue ‘Climate Plan‘.

Traduzido do artigo original ‘Very warm waters are invading the Arctic Ocean‘ de Sam Carana, cientista incansável num esforço diário para alertar para a urgência da situação climática aterrorizante em que nos encontramos, e que contribui com outros cientistas para o blogue Arctic-News.blogspot.com
“A ameaça da catástrofe climática apela a acção compreensiva e efectiva a qual – para além dos benefícios para o ambiente – também faz sentido económicamente, dá-nos mais eficiência, segurança, energia robusta e fidedigna e leva ao melhoramento da saúde e segurança para todos. Remove a escassez fabricada como causa de conflito e substitui esta por abundância permanente, fazendo com que todos vivam vidas mais significantes, em paz e em entendimento e apreciação mútuos.” – Sam Carana
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