Disrupção das correntes e temperaturas do oceano, por Paul Beckwith numa atualização sobre Alterações Climáticas
Aquecimento Global Descontrolado, Ártico, Oceano, Temperatura

Disrupção do Oceano pelas Alterações Climáticas Abruptas

Sugerimos a leitura de “Disrupção do Oceano pelas Alterações Climáticas Abruptas” no site Aquecimento Global: A Mais Recente Ciência Climática
 

As correntes e temperaturas da superfície do oceano não estão a comportar-se como normalmente. As alterações climáticas abruptas que estão a decorrer presentemente estão a alterar as propriedades do oceano.

Neste curto vídeo, Paul Beckwith, do Laboratório para a Paleoclimatologia na Universidade de Ottawa, explica o mecanismo através do qual um El Ninõ muito forte está a afetar as temperaturas e correntes do oceano no Pacífico e no Atlântico, e a ter um impacto nas alterações climáticas. A Corrente do Golfo está a levar águas muito quentes para o Ártico, acelerando o degelo na Gronelândia e no gelo marinho do Ártico, o que resulta numa mancha ou bolha de água muito fria a descer no Atlântico em direção à Europa. A diferença de temperatura onde estas águas se cruzam pode ser de mais de 10°C, piorando condições climatéricas como ventos e ondulação, acelerando a formação de ciclones e furacões como se tem visto ao largo das ilhas britânicas.



Traduzido do original Ocean Disruption from Abrupt Climate Change de Paul Beckwith, publicado no seu website http://paulbeckwith.net/, a 7 de Fevereiro de 2016.

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Extensão do gelo marinho no recorde mais baixo para Janeiro
Ártico, Gelo Marinho no Ártico

Gelo do Mar do Ártico no Recorde Mais Baixo para Janeiro

Sugerimos a leitura de “Gelo do Mar do Ártico no Recorde Mais Baixo para Janeiro” no site Aquecimento Global: A Mais Recente Ciência Climática
 
A extensão do gelo marinho do Ártico a 4 de janeiro de 2016, registou o recorde mais baixo para a época do ano, como ilustrado na imagem em baixo.
Gelo marinho do Ártico recorde mais baixo

O gelo do mar do Ártico irá, tipicamente, atingir a sua máxima extensão em Março. Em 2015, a extensão do gelo marinho foi muito reduzida em Março (vejam a linha azul na imagem em cima), e as perspectivas para este ano são ainda mais ameaçadoras, à medida que os oceanos ficam mais quentes e o El Niño ainda está a ganhar força.

Em baixo está uma comparação da espessura do gelo do mar (em metros) a 4 de Janeiro para os anos de 2012, 2015 e 2016.
Espessura do gelo marinho no Ártico ao longo dos anos

Em baixo está uma atualização a mostrar a extensão do gelo marinho no Ártico a 6 de janeiro de 2016, no canto inferior esquerdo, marcado com o ponto vermelho.
Extensão do gelo marinho no recorde mais baixo para Janeiro

A situação é calamitosa e apela a uma acção abrangente e eficaz, conforme descrito no Plano Climático.

Traduzido do original Arctic Sea Ice At Record Low de Sam Carana, no blogue onde contribuem vários cientistas do clima: Arctic News.

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Antártida

O Gelo da Antártida Está a Aumentar ou Diminuir?

Como é que o gelo na Antártida está a aumentar, e até sai nos jornais e várias fontes oficiais como a NASA e a NOAA dizem o mesmo, enquanto anda uma propaganda de “aquecimento global” por aí? Não será o aquecimento global uma farsa?

A extensão de gelo na Antártida está mesmo a aumentar, pois o gelo marinho ocupa uma área maior que anteriormente e até bateu um recorde este Inverno. Contudo, o gelo continental, ou sobre o continente da Antártida, e o volume de gelo na sua totalidade, tem diminuído. A comparação do mapeamento do volume de gelo por satélite entre os dados recentes do Cryosat-2 e os dados do ICESAT de 2009 mostra que o ritmo de perda de gelo triplicou nos últimos 5 anos apenas.

De qualquer modo, o gelo no mar em torno do continente Antártico aumentou. Como é possível estarmos no meio de um fenómeno de aquecimento global “sem precedentes na história humana” se de facto o gelo está a aumentar?

A EXTENSÃO de gelo, em redor do continente Antártico, de facto aumentou, como acontece todos os Invernos, e este Inverno até bateu um recorde. A área que o gelo ocupa é realmente maior, e este facto, tal como explicado pela NOAA (Administração Nacional para os Oceanos e Atmosfera pelo governo dos EUA), parece estar relacionado exactamente com o aquecimento global. A explicação até é baseada em física muito simples e a ciência climática é muito interessante e rica em informação quando vai além do debate que caracteriza a “política”. O que acontece, e como explicado pelo National Snow and Ice Data Center aqui, por Climate Progress aqui, pela Skeptical Science aqui, e por Sam Carana do Arctic News aqui, é que as águas mais quentes do fundo do oceano derretem o gelo junto à costa da Antárctida e essa água derretida esfria a camada funda do oceano, criando mais condições para a formação de mais gelo. Os padrões do vento também se alteraram devido às alterações climatéricas e os registos meteorológicos indicam ventos fortes do sul sobre o Mar de Weddell em meados de Setembro (fim do Inverno lá em baixo, fim do Verão cá em cima no Hemisfério Norte), estendendo a área de gelo marinho. A água resultante do derretimento do gelo do continente Antárctico poderá igualmente ter tido um papel nisto tudo, pois é mais fresca, tornando a água do mar à sua volta menos densa. Esta água menos densa e perto do ponto de congelamento espalha-se em torno de todo o continente da Antárctida e à superfície, ficando em contacto com o gelo com o qual pode congelar outra vez.

Como sabemos, e podemos ter tanta certeza, que o gelo na Antárctida tem diminuído a um ritmo cada vez maior?

O Cryosat-2 orbita a 700 kilómetros sobre a superfície da Terra e possui um altímetro que permite efectuar medições muito precisas da grossura do gelo no Ártico, na Gronelândia e na Antártida. Imagem de: http://www.lahistoriaconmapas.com

O Cryosat-2 orbita a 700 kilómetros sobre a superfície da Terra e possui um altímetro que permite efectuar medições muito precisas da grossura do gelo no Ártico, na Gronelândia e na Antártida.
Imagem de: http://www.lahistoriaconmapas.com

Alterações na elevação do gelo da placa de gelo da Antárctida são medidas através de altimetria por laser e por radar. Um novo satélite por radar, “Cryosat-2” foi colocado em órbita recentemente, equipado com uma resolução muito maior de altimetria por radar que usa técnicas de combinação de radar complicadas (interferometria de radar) de modo a aumentar a resolução horizontal até 250m enquanto permitindo medições precisas de alterações tão pequenas quanto apenas alguns centímetros.

Mapa Gelo Antártida

O aquecimento global não é uma farsa. Mas através do debate e da opinião e até da mesquinhez e dos interesses financeiros, pode bem passar por uma. Apenas a curiosidade, a pesquisa e a partilha podem mudar a cultura humana em direcção a uma sociedade menos ignorante e mais participativa.

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