Guy McPherson sobre a extinção humana em 10 anos
Guy McPherson

Extinção humana em 10 anos devido à mudança climática (Guy McPherson em direto na TV da Nova Zelândia)

Estamos a caminho de uma temperatura que está ao nível ou próximo da temperatura mais elevada experienciada na Terra nos últimos 2 mil milhões de anos – Guy McPherson


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Conteúdo traduzido do vídeo da publicação Humans ‘don’t have 10 years’ left thanks to climate change em NewsHub.co.nz numa entrevista a Guy McPherson publicada a 24 de novembro de 2016

Para uma apresentação ao vivo por Guy McPherson descriminando a ciência na qual ele baseia o seu prognóstico a tão curto prazo para a espécie humana, vejam: Aquecimento Global e Extinção da Espécie Humana – Guy McPherson
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Extinção humana em 10 anos devido à mudança climática (Guy McPherson em direto na TV da Nova Zelândia)

– Vamos a caminho de uma extinção em massa. Ora aí têm. É isso. Ponto final. Devido aos humanos destruírem o nosso próprio habitat. Essa é a mensagem sem meias medidas de Guy McPherson, da Universidade do Arizona. Alguns chamam-no de eco-terrorista, outros dizem que é um anarquista, mas será que poderia ser apenas um realista? Guy está na Nova Zelândia numa digressão em palestras e está connosco agora. Guy, é ótimo encontrar-lhe outra vez.
– Igualmente, Paul.
– Da última vez que falei consigo, 2014, e você tipo, deu cabo de qualquer esperança futura, a mim e à minha família, aaahm… foi só desgraças e desolação. Mudou alguma coisa desde então, no seu relato das coisas?
– Oh sim, a situação é bem pior do que o era naquela altura.
– OK Ok ok. Então, essencialmente, para parafrasear, estamos todos só a perder o nosso tempo a falar da mudança climática, aquecimento global e aumento do nível do mar?
– Bem, eu aprecio a oportunidade de as pessoas saberem o que se passa no mundo, é por isso que faço o que faço, portanto, não acho que precisemos de não falar sobre isso. Acho que precisamos que as pessoas saibam o que se está a passar.
– Mas é fútil… – A ação é fútil, excepto com respeito a nós pessoalmente e como nos sentimos connosco próprios. Sim, a acção é o antídoto para o desespero, disse Edward Abbey, o anarquista do deserto.
– Você é anarquista?
– Sou, e sei o que isso significa. Não é caos. O anarquismo não é uma noção romântica mas uma ideia, um modo de vida, que tem provado ser bem sucedido durante 3 milhões de anos da experiência humana.
– Se você estiver certo, então também está, com certeza, errado. Quero dizer, você diz que é importante falarmos disto para sabermos o que se está a passar, mas eu não acho que seja por isso que estamos a falar disto. Se você estiver certo, a razão pela qual falamos disto, não é uma tentativa para, essencialmente, enganarmo-nos a nós próprios em pensar que podemos na realidade resolvê-lo?
– Bem… Depende da sua perspectiva, mais uma vez, a minha perspectiva é que não há nada a fazer em termos de preservar a espécie humana, mais do que alguns anos. Outras pessoas pensam que existem ações que irão… aumentar a sua própria longevidade, o que poderá ser verdade, dependendo daquilo que fizerem e de para onde forem, mas penso que em termos da raça humana está feito, está garantido, tem estado garantido há muito tempo, estamos a meio da 6ª extinção em massa.
– OK, vamos falar da sua escala de tempo num momento, porque acho que… você já indicou que houve algo que mudou pois as coisas ficaram piores rapidamente, mais rápido do que você originalmente pensava. Você quase que insinuou, em alguma da sua escrita, que temos a arrogância de acreditar que o futuro do planeta e o futuro da humanidade são a mesma coisa. Na realidade, você manteve uma visão bastante positiva do futuro do planeta, mas só que sem estarmos incluídos nela.
– Absolutamente, sim. Quero dizer… Há humanos no planeta, a nossa espécie, à cerca de 200 mil anos. O universo tem 13,8 bilhões (mil milhões, em Portugal) de anos.
– Somos um momento no tempo. – Somos mesmo. Quero dizer, é um piscar de olhos geológico, e parece que estamos para além do geológico, por esta altura, e já no verdadeiro piscar de olhos. Com o desaparecimento dos humanos, e presumivelmente outra vida tal como a conhecemos, tal como a conhecemos, o planeta irá de facto curar-se a si próprio, dando-lhe os suficientes milénios?
– Vai levar milhões de anos, como em eventos de extinção em massa anteriores mas, mas não tenho dúvidas de que haverá um planeta florescente outra vez. Apenas durante alguns milhões de anos haverá apenas coisas muito pequenas, micróbios, bactérias e fungos.
– Enquanto olhava para si agora… o que diz parece lógico, muito mais lógico do que aqueles que dizem que podemos fazer frente a isto, que podemos gritar à maré para não entrar. Mas na verdade não acredito porque parte de mim, sendo um ser humano, uma criatura lógica, pensa “não consigo imaginar que nada disto irá existir”, e portanto faço de conta que isto não existe. É essa a sua luta, quando vai por aí, quando dá palestras por todo o mundo?
– Claro, e a maioria são pessoas muito semelhantes a tu e eu, pessoas muito privilegiadas, e não conseguem imaginar esta quantidade de privilégio a acabar. E essa é a dificuldade. Isto é tudo o que sempre conhecemos, nascemos nisto — chamo-lhe nascer em cativeiro — e não tivemos escolha quanto a isto, não votámos se tínhamos que aparecer neste período da história. E portanto é difícil imaginar algo algo diferente disto. Muito menos o tipo de situação que é certo surgir num futuro não muito distante.
– A outra coisa que é difícil imaginar, mesmo apesar de termos prova absoluta à nossa volta, é que somos apenas um momento no tempo, porque sabemos história, sabemos que não vamos durar para sempre, e então fingimos saber um pouco do futuro. Quanto tempo temos? Quanto tempo é que a raça humana tem?
– Não consigo imaginar que haverá humanos no planeta daqui a 10 anos. Suspeito que será…
– Não, desculpa… Você disse 10 anos?!
– Sim, sim, em voz alta, até. Sabe, vamos em direção a uma temperatura numa escala que alcança ou está próxima da temperatura mais elevada experienciada na Terra nos últimos 2 bilhões de anos. Isso é pelo menos uma ordem de magnitude mais rápida do que ocorreu durante a Grande Morte, há 250 milhões de anos…
– Mas você está a sugerir que o aumento da temperatura será fenomenal nos próximos poucos anos.
– Oh sim. Isto é uma mudança exponencial, temos dificuldade em perceber mudança exponencial…
– Não, eu compreendo o termo “exponencial”, e compreendo o termo mudança. O que não quero compreender é a sua escala de tempo. Quero dizer… Porque é que ainda vem perder o seu tempo aqui no estúdio? Porque raio estamos todos aqui? Sério! Se são apenas 10 anos, o que faz você aqui? Arrasta a sua mulher pelo raio do mundo fora, a falar disto, e só tem 10 anos! Não devia estar em casa com os seus filhos?
– Não tenho filhos porque conseguia ver este tipo de coisa a chegar há muito tempo.
– Você mete-me medo!
– [Gargalhadas]
– Sério, 10 anos?!
– Não, não temos 10 anos. Sabe, e o problema quando dou um número assim é que as pessoas pensam que será na condição de “negócio do costume” até aos 9 anos e…
– A sua mulher, no canto do estúdio, a tirar fotos. Porque raio está a tirar fotos? Eles nem vão poder olhar para trás pelas fotografias!
– [gargalhadas] Na verdade, essa não é a minha mulher, mas a minha sócia, mas isso é uma questão menor.
– Olhe… no grande esquema das coisas, simplesmente não tem interesse nenhum.
– OK, então…
– Encorajo as pessoas a procurarem a excelência, o amor, aquilo que gostam de fazer… Não creio que isto sejam ideias malucas, na verdade, e também encorajo as pessoas a ficarem calmas porque, não está nada sob controlo, certamente não no nosso controlo.
– Você não imaginaria agora que as coisas pudessem ficar melhores, apenas poderiam ficar piores, logo, presumivelmente, em termos da sua escala de tempo… Dado o… — não me lembro daquilo que me disse há dois anos, e não sei como esqueci — mas era certamente uma escala de tempo muito melhor do que 10 anos.
– Oh sim. Esses eram os bons velhos tempos.
– Preocupa-lhe se… Até agora estava preparado para o acompanhar, mas agora tirou-me toda a esperança de um futuro, para mim e para as minhas queridas crianças… Aquela é a minha filha, Bela; Ela não teve uma oportunidade, não teve direito à sua vez a conduzir os cavalos.
– Eu sei, e sinto-me horrível com isso, sinto mesmo. Os jovens do planeta não tiveram uma oportunidade para viverem uma vida plena, ou até perceber o que significa viver!
– Oh minha nossa, nem acabe a frase que não temos tempo. Apenas me interrogo, ou paro de falar consigo e não volto a falar-lhe outra vez, ou mais vale continuar a falar consigo pois não faz sentido falar com mais ninguém, está a perceber?
– Absolutamente, percebo o que quer dizer, sim. E tem razão, não faz sentido falar com mais ninguém, Paul, sou só eu e você.
– Se… OK. aqui está a coisa, Guy… Se as pessoas acreditarem em si, — e virtualmente ninguém irá, especialmente agora que lançou a escala de tempo — se elas acreditarem em si, como iria prevenir um estado de absoluta ausência de esperança, a invadir-nos pelo mundo fora.
– Penso que a esperança é uma ideia horrível. Esperança é pensamento desejoso. Deixe-me citar Nietzsche nesta. A esperança, na realidade, é o pior dos males, pois prolonga o tormento dos homens. Esperança e medo, os lados gémeos da moeda “não sei o futuro mas, acho que é muito bom ou mesmo horrível, mas não vou tomar nenhuma ação em nenhuma delas.” A esperança é má ideia. Vamos abandonar isso e seguir com a realidade, em vez. Vamos continuar vivendo, em vez de desejar o futuro que nunca virá. – Ainda bem que não estou no negócio dos carros autónomos pois estava bastante convencido de que iriam mudar as nossas vidas para melhor nos próximos anos. Mais para eles! OK, obrigado por isso, Guy.
– Lá porque… [gargalhadas]
– Sabem, tenho o apoio do meu produtor executivo a dizer que temos que seguir em diante. Não temos que fazer nada, Sara, francamente, com esta inf… Não temos que fazer nada. E todas aquelas guidelines dos padrões de broadcast, Bob… Pfff. Esquece lá o raio da coisa. OK, então Guy… em termos de… porque é isto que preciso de saber; a Bela precisa de saber isto também… o melhor palpite para o futuro da humanidade são quantos anos?
– Ooh, não vou entrar por aí. Encorajo as pessoas a viverem plenamente, no tempo que nos resta para vivermos plenamente presentes com aqueles com quem estamos, incluindo o resto do planeta vivo, mas não sei a sua data de validade.
– Hmmm. OK Guy. Cuide de si.
– [Gargalhada]
– Porquê?! Muito obrigado por estar connosco.
– Obrigado Paul.
– Já agora, rapidamente,… não consigo… porque isto apanhou-me desprevenido; devia ter ficado no carro; 10 anos.
– Não temos 10 anos.
– O que pensa de todos os outros peritos? Porque você é um perito. O que pensa de todos os outros peritos, que parecem pensar que podemos afetar a mudança, que podemos sobreviver. Eles também são peritos, ou dizem ser.
– Certo, certo e… para começar são pagos, e por isso apenas vão até meio do caminho no apresentar da informação. Quase ninguém está disposto a acrescentar os feedbacks que desencadeámos e as suas consequências. E então, por sermos uma sociedade que é focada em especialização, os especialistas são conduzidos ao entendimento de um aspeto ou outro da mudança climática, coisas como o escurecimento global, ou o derretimento do gelo do Ártico, ou o albedo associado com isso, ou o metano, ninguém está a juntar essas coisas.
– Então, resumindo, estão a mentir, essencialmente, estão a enganar-se a si próprios e toda a gente?
– Odeio usar o termo “mentir”, acho que é bem pior que isso.
– [gargalhadas] Guy, muito obrigado por estar connosco. Este era Guy McPherson, Professor Emeritus de Recursos Naturais e Biologia da Evolução, da Universidade do Arizona.Recolher Transcrição[/expand]

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Novo estudos e possibilidade de extinção em massa do tipo do MTPE
Thom Hartmann

Extinção em Massa Está Mais Próximo do que Pensas

Dois novos estudos que saíram esta semana dizem que a mudança climática está a acontecer muito mais rápido e numa direção mais perigosa do que o que os cientistas consideravam como cenário de pior caso apenas há alguns anos atrás.

Conteúdo traduzido do original Mass Extinction Is Closer Than You Know.

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Extinção em Massa Está Mais Próximo do que Pensas

Green Report [Relatório Verde] No Relatóŕio Verde de hoje olhamos para a mais recente ciência em Alterações Climáticas. A mudança climática é real, claro, mas dois novos estudos científicos nesta semana passada dizem que está a acontecer muito mais depressa e numa direção mais perigosa, e os cientistas até o consideravam como um dos piores cenários possíveis apenas há dois anos. O primeiro estudo foi publicado na Nature Geoscience e diz que o ritmo ao qual estamos a despejar carbono na atmosfera, e a quantidade de carbono, tem apenas uma situação análoga nos últimos 66 milhões de anos. Foi num período chamado MTPE, um acrónimo para Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno, uma das menores mas muito real Era de extinção em massa. Concluímos , os autores do estudo notaram, “dados os registos atuais disponíveis, a presente taxa de libertação de carbono pelos humanos não tem precedentes nos últimos 66 milhões de anos.” E por a causa da libertação de carbono que desencadeou o MTPE, provavelmente de atividade vulcânica nos mares que derreteu metano do fundo do mar, ou da permafrost, para a atmosfera, por ter demorado cerca de 4 mil anos para acontecer naquela altura, e hoje estar a acontecer num período menor que 200 anos, os autores concluiram: “Tendo em conta os impactos nos ecosistemas, a taxa presente/futura de mudança climática e acidificação do oceano é demasiado rápida para muitas espécies se adaptarem, o que provavelmente resultará em extinções futuras em larga escala em ambientes marinhos e terrestres que EXCEDERÃO substancialmente as da MTPE. Como Chris Mooney escreveu para o Washington Post sobre este estudo, “Se procurares fundo o suficiente nos arquivos das alterações climáticas da Terra, irás ouvir sobre o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno – MTPE, e então ficarás assustado.” Estamos a lançar carbono para a atmosfera em 10 vezes a taxa que o planeta o fez lá atrás na altura do MTPE, que desencadeou aquela extinção. O que significa que não existe precedente para o que está a acontecer, ou poderá acontecer, agora mesmo. Até aos últimos anos, a maioria da ciência em torno de alterações climáticas estava a prever más consequências para os humanos por volta do ano 2100, quando a maioria de nós vivos hoje, estarão mortos. Mas isso não foi assim tão persuasivo, afinal de contas. Quer dizer, estarei morto, certo? Mas nova ciência climática reportada em Arctic-news.blogspot.com indicou que ao invés de 2100 ser o ano alvo para consequências que abanam a vida aparecerem globalmente, 2026, daqui a uma década, poderá ser um alvo mais realista. Em parte porque a camada degelo do Ártico está a derreter muito mais depressa do que alguém havia previsto. E uma vez que desapareça durante o verão, o que poderá acontecer em tão poucos como 4 anos, a perda de refletividade e o facto de que o aquecimento de água usa menos calorias que o derretimento de gelo, significa que o risco de uma libertação explosiva de metano do fundo do mar do Ártico se tornou numa verdadeira ameaça para a humanidade. Entretanto o Dr James Hansen, escrevendo no seu blogue no Huffington Post, Diz-nos sobre um novo estudo científico publicado em breve, sugerindo que um aquecimento relativamente modesto que aconteceu à cerca de 110 mil anos atrás, um aquecimento não tão diferente do de hoje excepto de que era mais limitado do que a nossa libertação de carbono de hoje, produziu supertempestades de tamanho global que moveram pedregulhos de 1000 toneladas pelo planeta. Para relatar este ponto, o New York Times, no seu artigo sobre a o estudo de Hansen, inclui uma foto de um dos pedregulhos, no seu artigo intitulado, não por coincidência: “Cientistas Avisam sobre Transição Climática Perigosa em Décadas, Não Séculos.” A ciência neste tópico está a começar a ficar verdadeiramente intensa e assustadora. Precisamos de uma transição rápida e global de abandono dos combustíveis fósseis, de todas as formas de combustíveis de carbono. Nem daqui a uma década, mas HOJE! e uma taxa de carbono poderá ser a melhor maneira de lá chegar. Se não começarmos, nós também, poderemos seguir o caminho dos dinossauros.Recolher Transcrição[/expand]

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Ártico, Distorção Social, Metano

Royal Society Despreza Cientistas do Ártico e Suas Importantes Pesquisas

Há alguns dias, ocorreu uma importante reunião da Royal Society que apresentou pesquisas importantes sobre o estado atual do Ártico. Intitulado de “Redução do gelo do mar do Ártico: a evidência, os modelos e impactos globais”, o evento foi realizado em Londres, Inglaterra. Foi publicitado como um “encontro de discussão científica organizado pelo Dr. Daniel Feltham, Dr. Sheldon Bacon, Dr. Mark Brandon e o Professor (emérito) Julian Hunt FRS.”

Interesses poderosos parecem estar a colocar-se no caminho de importantes pesquisas sobre metano e um Ártico a minguar. "Dra. Shakhova Sobre o Ártico: 'Então tudo, tudo, parece anómalo. Até após a nossa experiência nestes 10 anos, tudo parece anómalo. E isso é que o (Dr. Semiletov) faz pensar que o pior poderá acontecer." "Resumindo, nós não gostamos do que estamos a ver lá, absolutamente Não Gostamos.'" - Natalia Shakhova

Interesses poderosos parecem estar a colocar-se no caminho de importantes pesquisas sobre metano e um Ártico a minguar.
“Dra. Shakhova Sobre o Ártico: ‘Então tudo, tudo, parece anómalo. Até após a nossa experiência nestes 10 anos, tudo parece anómalo. E isso é que o (Dr. Semiletov) faz pensar que o pior poderá acontecer.” “Resumindo, nós não gostamos do que estamos a ver lá, absolutamente Não Gostamos.'” – Natalia Shakhova

Os apresentadores e participantes incluíam uma lista de mais de 200 cientistas climáticos importantes de diferentes partes do mundo. Podia-se supor a partir da lista de workshops que esta conferência estava a ser realizada para falar e discutir a perda crítica de gelo que estamos a ver no Ártico, e que o propósito da reunião seria o de incluir todos e quaisquer dados relevantes para este evento nunca antes visto na história da humanidade. As pessoas que seguem a rápida perda de gelo do Ártico e todos esses dados podiam até ser perdoados por sentimentos de excitação e esperança que pelo menos alguém está “a trabalhar nisso.” Poderíamos ter assumido que a comunicação era um dos objetivos, especialmente já que a conferência foi twittada em largo, mesmo de dentro da conferência. Após os tweets poderíamos também ter assumido que as pessoas na conferência pretendiam partilhar informação que era importante não apenas sobre a mudança climática mas também a perda de gelo do mar Ártico.

Tal conferência soa como uma grande idéia, não é? Poderíamos ter um motivo de esperança e os organizadores pareciam transparentes, indo mesmo tão longe como twittar planos. Mas tais premissas e pressupostos teriam sido mal colocados. Em vez disso, o que aconteceu se transformou no que tem sido chamado de desprezo de cientistas pela Royal Society: desenvolveu-se um alvoroço tanto no meio científico como na Internet, e já levantou sérias questões. A questão principal foi que os cientistas de ponta Dra. Shakhova e Dr. Semiletov nem sequer foram convidados para apresentar ou discutir as suas descobertas muito recentes sobre o gelo do mar Ártico e libertações de metano.

Quem são eles e o que eles tinham a oferecer a esta conferência? Talvez tenha sido um “acidente” não terem sido convidados? Talvez eles apenas não estivessem na lista de convidados? Ou, se eles não foram deliberadamente convidados, qual poderia ser a razão?

Ao que parece, a Dra. Shakhova e o Dr. Semiletov tinham acabado de voltar de uma expedição crucial ao Ártico. A expedição Swerus C3 foi conduzida a bordo do navio quebra-gelo Oden. O objetivo era coletar dados sobre o Ártico, em particular no que concerne hidratos de metano e interação de sistemas.

A Expedição SWERUS-C3

Tripulação e Investigadores da Expedição Swerus C3

Tripulação e Investigadores da Expedição Swerus C3

SWERUS-C3 é uma cooperação Sueco-Russo-Norte-americana de duas etapas que vai investigar as ligações entre o clima, a criosfera e o carbono. A etapa número 1 da expedição partiu de Tromsø, na Noruega, no dia 5 de Julho e viajou ao longo da costa russa do Ártico para chegar a Barrow, Alasca, onde uma permuta de pessoal de investigação e tripulação ocorreu a 20 de Agosto. A 21 de Agosto a SWERUS-C3 partiu na sua viagem de volta para Tromsø, desta vez sobre o desfiladeiro Lomonosov, uma cadeia montanhosa submarina.”

“Durante a segunda etapa da expedição, estudámos a água quente do Atlântico que flui para o Oceano Ártico e deixa marcas em profundidades de 900 metros, bem como as enormes faixas no fundo do oceano deixadas por camadas de gelo anteriores encontradas no centro do Oceano Ártico”, diz Martin Jakobsson, professor na Universidade de Estocolmo e cientista-chefe na Etapa número 2. Ele continua: “O material permitirá fornecer novas perspectivas sobre o desenvolvimento e história do gelo do mar Ártico, bem como sobre a estabilidade dos hidratos de gás ao longo da plataforma continental do Ártico.”

As descobertas no Ártico não têm sido particularmente reconfortantes; na verdade, elas anunciam um cenário terrível. Um comunicado de imprensa da Universidade de Estocolmo descreveu que eles descobriram: “vastas colunas de metano escapando do leito marinho no talude continental de Laptev. Esses vislumbres iniciais daquilo que pode estar reservado para um aquecimento do Oceano Ártico poderá ajudar os cientistas a projetarem as emissões futuras do forte gás de efeito estufa, metano, a partir do Oceano Ártico.”

Tudo isto poderia ser lido como uma mera disputa diplomática ou conflito de carreiras entre cientistas, ou algum tipo de drama de televisão a acontecer numa conferência obscura de nomes menos que conhecidos, então por que haveria de estar o leitor comum interessado no que isto tem a ver com a vida na Terra?

Tem de facto tudo a ver com cada ser que habita este planeta. Para colocar em contexto: os eventos no Ártico estão-se a tornar numa emergência planetária e estão-se a desenvolver à medida que você lê isto. O ponto chave é o colapso total do gelo do mar Ártico, semelhante ao nosso ar condicionado planetário ir kaput. Por favor, veja a surpreendente imagem da Espiral de Morte do Ártico, do site http://climatestate.com/, para ver o quão pouco gelo do Ártico resta: Espiral de Morte do Ártico 1979-2013 (Declínio do gelo do mar / degelo)

A espiral de morte do Ártico, mostra a dimensão da área do gelo no Ártico, com o período de maior degelo em Setembro. Está previsto o seu desaparecimento total pela primeira vez em 2018.

A espiral de morte do Ártico, mostra a dimensão da área do gelo no Ártico, com o período de maior degelo em Setembro. Está previsto o seu desaparecimento total pela primeira vez em 2018.

Palavras-chave: Emergência Planetária.

Um artigo recente no USA Today intitulado ‘Estudo: Terra no meio da sexta extinção em massa’, declarou: “A perda e declínio de animais por todo o mundo – causado pela perda de habitat e perturbação climática global – significa que estamos no meio de uma sexta “extinção em massa” da vida na Terra, de acordo com vários estudos saídos na quinta-feira na revista Science. Um estudo descobriu que, apesar de a população humana ter duplicado nos últimos 35 anos, o número de animais invertebrados – como besouros, borboletas, aranhas e vermes – diminuiu em 45% durante o mesmo período.” Simples pesquisas Google sobre o tema permitem descobrir uma adição recente de muitos desses artigos no mesmo tema.”

Para ser clara, tenho o maior respeito pela comunidade científica e pelo que eles têm contribuído para o avanço da ciência. Eu entrevistei alguns, e ajudei a dar voz ao trabalho de cientistas, professores, educadores e especialistas: Eu acredito numa comunicação aberta. Acredito que quando há um problema enorme como neste caso da nossa emergência planetária ou 6º “evento de extinção” em massa, precisamos de todas as mãos no convés, especialmente os que estão aí fora na linha de frente. A Dra. Shakhova e o Dr. Semiletov são dois deles.

De acordo com modelos de computador, o nosso ar condicionado do Ártico deveria permanecer intacto e funcionar de forma eficaz por muitos anos. Anteriormente, o ano de 2100 foi referido como o ano em que veríamos realmente o inferno a soltar-se. Agora percebemos que esses modelos estavam mesmo fora. Na verdade, o nosso “ar-condicionado” está a auto destruir-se mais a cada minuto, causando uma corrente de jato sinuosa que já está a feder a devastação climática por todo o mundo: tufões, furacões, tornados e outros eventos catastróficos climáticos são mais comuns. De fato, a mudança climática já se tornou francamente desagradável. O que nos foi dito que não iria acontecer até muito mais tarde está realmente a acontecer agora.

Cientistas e governos percebem que temos um grande problema e começaram a fazer montes e montes de pesquisas no nosso ar condicionado do Ártico. Peritos foram enviados para ver o problema, a Dra. Shakhova e o Dr. Semiletov a bordo, e disseram-lhes para relatarem no regresso as suas descobertas.

O Problema

Os especialistas de ar condicionado que foram enviados para verificar o problema não foram convidados a participar no evento da Royal Society para relatarem as descobertas, nem mesmo discutirem a avaria do ar condicionado. Para ser justo, alguns deles foram chamados, incluindo o professor Peter Wadhams (embora outras questões importantes surgiram em relação ao Prof Wadhams também). No entanto, os únicos cientistas que foram chamados a apresentar um relatório sobre o problema foram os mesmos que têm vindo a utilizar os mesmos tipos de métodos conservadores de modelagem por computador que tradicionalmente têm provado estar seriamente atrasados na linha de tempo real seguida pelo gelo do Ártico.

Tem claramente sido seguro dizer que há anos que esses métodos de modelagem por computador são mais conservadores do que precisos, e que estão agora de fato fora e longe da marca de precisão. Mesmo alguém não-cientista pode ver claramente que há uma divisão profundamente séria entre as previsões de modelos conservadores e os eventos dramáticos de degelo dos dias atuais.

A Royal Society planeia uma conferência “comunicativa” sobre o gelo marinho do Ártico e deixa de fora os peritos que voltaram recentemente de uma expedição com risco de vida feita especificamente para analisar o problema. Enquanto isso, outros em cadeiras de escritório confortáveis ​​apenas trituram dados para ajudar na adivinhação de possíveis cenários problemáticos. A quem você escutaria? Você confiaria num só perito ou você chamaria tantos especialistas quanto possível para reunir recursos? Você sente-se seguro apenas a ouvir um lado da história, sem incluir observações do mundo real, dados e discussão?

Imagine por um momento que você é Shakhova e os seus colegas. Você foi enviado para observar e apresentar um relatório sobre o ar condicionado avariado. Você tem observado mudanças rápidas e quase inacreditáveis ​​que aconteceram nas suas expedições. Está a desfazer-se aos pedaços e a libertar metano. Você sabe que o metano é muitas vezes mais potente e poderoso do que o dióxido de carbono e pode causar muito mais dano à Terra se estiver a sair em grandes quantidades. Na verdade, você nunca viu tais alterações maciças em numerosas expedições anteriores. Está profundamente preocupado e precisa realmente de avisar outros envolvidos com o ar condicionado do Ártico para que saibam o que você viu.

Mas, quando a chance de falar sobre seus dados e observações surge, você não está convidado. A reunião muito importante continua sem você e nada do que você viu, documentou e observou irá tornar-se do conhecimento público. Você está chocado com esse desprezo, ou essa “exclusão”. Você quer poder dizer-lhes e, portanto, ao mundo o que está acontecendo. Você deseja soltar essas informações de modo que eles deixem outros saberem o que está a acontecer com o nosso ar condicionado do Ártico e os sintomas causados pelo seu derretimento.

Eu posso apenas imaginar como isso deve ter-lhe feito sentir, sentado nestes dados mais recentes e muito importantes e não poder compartilhar. Educadamente, porém, a Dra. Shakhova escreve uma carta sobre a sua exclusão, e pede para poder apresentar os seus dados e observações. Ela envia uma carta a Sir Paul Nurse da Royal Academy (via o jornalista de comunicação climática, Nick Breeze):

04 de Outubro de 2014
Por correio e e-mail

Caro Sir Paul Nurse,

Estamos satisfeitos por a Royal Society reconhecer o valor da ciência do Ártico e ter sediado uma importante reunião científica na semana passada, organizada pelo Dr. D. Feltham, o Dr. S. Bacon, o Dr. M. Brandon, e o Professor Emérito J. Hunt (https://royalsociety.org/events/2014/arctic-sea-ice/).

Os nossos colegas e nós temos estado a estudar a Placa Continental do Ártico da Sibéria Oriental [East Siberian Arctic Shelf (ESAS) há mais de 20 anos e temos conhecimento detalhado de observação das mudanças que ocorrem nesta região, como documentado por publicações em revistas de topo como a Science, a Nature e a Nature Geosciences. Durante estes anos realizámos mais de 20 expedições, em todas as estações do ano. que nos permitiram acumular um conjunto amplo e abrangente de dados consistindo em dados hidrológicos, biogeoquímicos e geofísicos, e proporcionando uma qualidade de cobertura que é difícil de alcançar, mesmo em áreas mais acessíveis dos Oceanos do Mundo.

Até o momento, somos os únicos cientistas que possuem dados observacionais de longo prazo em metano na ESAS. Apesar de peculiaridades na regulação que limitam o acesso de cientistas estrangeiros na Zona Económica Exclusiva da Rússia, onde a ESAS está localizada, ao longo dos anos temos recebido cientistas da Suécia, EUA, Holanda, Reino Unido e outros países para trabalharem ao nosso lado. A grande expedição internacional realizada em 2008 (ISSS-2008) foi reconhecida como o melhor estudo biogeoquímico do Ano Polar Internacional (2007-2008). O conhecimento e a experiência que acumulámos ao longo destes anos de trabalho lançaram as bases para uma extensa expedição Russo-Sueca a bordo do I/B ODEN (SWERUS-3), que permitiu a mais de 80 cientistas de todo o mundo colherem mais dados desta área única. A expedição foi concluída com sucesso apenas alguns dias atrás.

Para nossa consternação, não fomos convidados a apresentar os nossos dados na reunião da Royal Society. Além disso, esta semana descobrimos, através de um resumo Storify no twitter (divulgada pelo Dr. Brandon), que em vez foi o Dr. G. Schmidt convidado para discutir a questão do metano e explicitamente atacou o nosso trabalho utilizando o modelo de outro estudioso, cujo esforço de modelagem é feito com base em pressupostos teóricos não testados que não têm nada a ver com observações na ESAS. Enquanto o Dr. Schmidt tem experiência em modelagem climática, ele não é um especialista nem em metano nem nesta região do Ártico. Ambos os cientistas, portanto, não têm nenhum conhecimento observacional sobre metano e os processos associados nesta área. Lembremo-nos que o vosso lema “Nullus em verba” foi escolhido pelos fundadores da Royal Society para expressar a sua resistência ao dominação da autoridade; o princípio assim expresso exige que todas as reivindicações sejam apoiadas por fatos que tenham sido estabelecidos pela experiência. Em nossa opinião, não só as palavras mas também as ações dos organizadores traíram deliberadamente os princípios da Royal Society tal como expressos pelas palavras “Nullus em verba”.

Além disso, gostaríamos de destacar a parcialidade Anglo-Americana na lista de apresentadores. É preocupante que o conhecimento científico russo estava em falta e, portanto, marginalizado, apesar de uma longa história de notáveis ​​contribuições da Rússia para a ciência do Ártico. Sendo cientistas russos, acreditamos que o preconceito contra a ciência russa está a crescer devido a divergências políticas com as ações do governo russo. Isso restringe nosso acesso a revistas científicas internacionais, que se tornaram extremamente exigentes quando se trata de publicação de nosso trabalho em comparação com o trabalho dos outros sobre temas semelhantes. Temos consciência de que os resultados de nosso trabalho podem interferir com os interesses cruciais de algumas agências e instituições poderosas; no entanto, acreditamos que não era a intenção da Royal Society permitir que considerações políticas passem por cima da integridade científica.

Entendemos que pode haver debate científico sobre este tema crucial pois relaciona-se com o clima. No entanto, é parcial apresentar apenas um lado do debate, o lado com base em pressupostos teóricos e de modelagem. Em nossa opinião, foi injusto impedir-nos de apresentar os nossos dados com várias décadas, dado que mais de 200 cientistas foram convidados a participar em debates. Além disso, estamos preocupados que os procedimentos da Royal Society neste encontro científico virão a ser desequilibrados a um grau inaceitável (que é o que tem acontecido na mídia social).
Consequentemente, solicitamos formalmente a igualdade de oportunidades para apresentar os nossos dados perante vocês e outros participantes desta reunião da Royal Society sobre o Ártico e que vocês, como organizadores, abstenham-se de produzir quaisquer procedimentos oficiais antes de nós sermos autorizados a falar.

Sinceramente,
Em nome de mais de 30 cientistas,

Natalia Shakhova e Igor Semiletov

Entre as pessoas preocupadas que seguem isto de perto está o professor a tempo parcial Prof. Paul Beckwith, estudante de doutoramento da mudança climática abrupta. Beckwith oferece as suas preocupações sobre esta última série de eventos na Royal Society no seu vídeo mais recente: A little chat on methane [Uma pequena conversa sobre metano]

A última declaração de Beckwith sobre sua avaliação global da situação do Ártico e em que ponto estamos, também não é particularmente reconfortante: “O nosso sistema climático está atualmente a passar por estágios preliminares de uma mudança climática abrupta. Se permitido continuar, o sistema climático planetário é bem capaz de se submeter a um aumento da temperatura média global de 5°C a 6°C numa década ou duas. Precedência de mudanças numa taxa tão elevada podem ser encontradas inúmeras vezes nos paleo-registos. Da minha cadeira, eu concluo que é vital que cortemos as emissões de gases de efeito estufa e passemos por um programa intensivo de engenharia climática para resfriar a região do Ártico e manter o metano no seu lugar na permafrost e nos sedimentos oceânicos”. [Artigo do blogue ‘Alterações Climáticas’ traduzido do original que se encontra no blogue ‘Arctic News’]

Surgiu também um estudo de Lawrence Livermore Laboratory, que trouxe à tona notícias preocupantes sobre a questão do metano. Acesse aqui: Review of Methane Mitigation Technologies with Application to Rapid Release of Methane from the Arctic

No artigo de Lawrence Livermore Laboratory concluíram que:

“Na nossa avaliação de fontes sobre o metano no Ártico, descobrimos que permanecem lacunas significativas na compreensão dos mecanismos, da magnitude e da probabilidade de libertação de metano do Ártico. Nenhum autor afirmou que a libertação catastrófica de metano, por exemplo centenas de Gigatoneladas ao longo de anos a décadas fosse o desfecho esperado a curto termo. Mas até que os mecanismos sejam mais bem compreendidos, tal catástrofe não pode ser descartada. As provas são fortes de que o metano teve um papel nos eventos de aquecimento do passado, mas a fonte de libertação de metano e mecanismos específicos no aquecimento no passado não está ponto assente”.

“Enquanto a maioria dos autores indicaram que uma libertação catastrófica é improvável, uma libertação crónica, climaticamente significativa de metano do Ártico parece plausível. Tal libertação poderia prejudicar ou soterrar reduções graduais de emissões feitas noutros lugares e, assim, justificar intervenção tecnológica.”

Entretanto, esperamos com antecipação para ver qual a resposta da Royal Society, e se vamos poder ouvir quanto aos dados mais recentes de observações sobre o estado do Ártico por Shakhova e Semiletov. Eu, por exemplo, gostaria de saber tudo sobre como o ar condicionado do Ártico está indo realmente; você não?

Emergência Planetária Atualização

Enquanto escrevo o texto acima, um novo artigo é lançado: “É Pior Do Que Pensávamos” – Novo Estudo Descobriu que a Terra Está a Aquecer Mais Rapidamente do que o Esperado.” Um pequeno excerto: “No início desta semana, um novo estudo surgiu mostrando que o mundo estava realmente a aquecer muito mais rápido do que o esperado. O estudo, que focou sensores nos 2,000 pés do topo do Oceano Global, descobriu que as águas tinham aquecido a uma extensão muito maior do que os nossos modelos limitados, satélites e sensores haviam capturado. Particularmente o Oceano Antártico mostrou muito maior aquecimento do que o que foi anteriormente previsto”.

Muito obrigado a Julian Warmington, Professor Associado da BUFS, Busan University of Foreign Studies, por editar esta notícia.


Traduzido do original de Dorsi Diaz (Facebook / Twitter), publicado no Examiner.com

LINKS SUGERIDOS NO TEMA DE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS, METANO E ÁRTICO

Mudança Climática em Aceleração

Água Quente Estende-se do Mar Laptev ao Polo Norte

Qual a Evidência Científica de Libertação de Metano no Ártico

(Cópia com tradução portuguesa e título “sensacional” adicionados, tirada do original com o título em Inglês “Methane Hydrates: Extended Interview Extracts With Natalia Shakhova”)

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