Mudança climática abrupta e fora de controlo, emergência climática
Paul Beckwith

A Emergência da Mudança Climática e a Estratégia para a Nossa Sobrevivência

o sistema climático está a entrar numa espiral fora de controlo, ameaçando a nossa sobrevivência na Terra (…) os lideres dos governos por todo o planeta têm que declarar uma emergência climática. – Paul Beckwith

Conteúdo traduzido do vídeo da publicação Our Climate Change Emergency & Three-Legged Bar-Stool Survival, Three Videos de Paul Beckwith publicado a 19 de novembro de 2016.

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A Emergência da Mudança Climática e a Estratégia para a Nossa Sobrevivência

Olá! O meu nome é Paul Beckwith, estou com a Universidade de Ottawa, laboratório de Paleoclimatologia. O que vou fazer neste vídeo é estruturar o caso de que estamos numa emergência de mudança climática. E então vou mostrar, construir o caso científico, a mostrar como o nosso sistema climático está a mudar em 2016 e porquê, cientificamente, estarmos numa emergência quanto à mudança climática. Temos que declarar isto, politicamente, numa base global. E depois, como lidamos com este problema? Precisamos de implantar as técnicas de sobrevivência do banco alto de três pernas… logo que possível, numa base de emergência. Primeiro, o que vou fazer é construir o caso para a emergência, e depois irei discutir, brevemente, algumas das coisas possíveis que temos que fazer.
Então, a nossa combustão de combustíveis fósseis aumentou. Também aumentámos as transformações resultantes do uso dos solos: menos floresta, mais áreas urbanas e agricultura. Portanto, os nossos níveis de gases de efeito estufa estão a aumentar rapidamente e a uma taxa cada vez maior. Uma taxa exponencial. A terra está a aquecer rapidamente, e por isso estamos a obter um rápido declínio na cobertura de neve e no gelo marinho do Ártico. E estamos a ver um derretimento mais rápido da calota de gelo da Gronelândia. Portanto, as superfícies do Ártico, por toda a região do Ártico, estão a ficar mais escuras, estão a absorver mais luz solar.
isto está a fazer com que as regiões do Norte aqueçam mais rápido que a média global, 5 a 8 vezes mais. Isto diminui a diferença de temperatura entre o Ártico e o Equador, e menos calor move-se do equador para o pólo, na atmosfera e nos oceanos. 2/3 vai para a atmosfera e 1/3 vai para o mar.
Na atmosfera, as Correntes de jato estão a abrandar, a tornarem-se mais onduladas e frequentemente emperradas, fazendo com que os eventos climáticos extremos sejam mais frequentes, mais intensos, que durem mais tempo e que ocorram onde nunca costumavam acontecer.
Nos oceanos, estamos a ver aquecimento e estratificação e acidificação, o que está a matar a vida marinha por toda a cadeia alimentar, começando na base da cadeia alimentar. Está a reduzir a oxigenação e a mistura vertical nos oceanos. A Corrente do Golfo está a abrandar, e também estamos a ver aumento do nível do mar, que está a começar a inundar as linhas costeiras.
O sistema climático da Terra tem muitos componentes diferentes. Temos a hidrosfera, a litosfera, temos as influências humanas, somos parte da biosfera, os humanos são parte da biosfera, temos a atmosfera, claro, e temos a criosfera, os mantos de gelo e assim. Portanto, temos estes cinco principais componentes, temos os gases de efeito estufa na atmosfera, temos o input solar a entrar no sistema, se algo muda, reflete-se nos restantes e muda outras coisas. Precisamos de considerar a Terra como um sistema climático, e ver como os diferentes componentes estão a mudar.
Fiz um número de vídeos alguns dias atrás, e mesmo em poucos dias as coisas pioraram significativamente. Portanto, toda a região do Ártico está 7,23ºC mais quente que o normal. Isto é a anomalia. A maioria do calor está no Ártico, apesar de também estarmos a obter anomalias de calor maciças, anomalias da temperatura de até 20ºC no Ártico, e 10 a 15ºC na América do Norte. O único local frio é na Sibéria, e isso está a dissipar-se.
Portanto, todo o sistema climático está desorientado. Não há outra maneira de o colocar, está mesmo a atuar de forma estranha. O que está a acontecer é que, há uma equalização da temperatura em latitude. As latitudes mais elevadas estão a aquecer tanto, que estamos a obter uma equalização da temperatura, o que muda os padrões meteorológicos e o clima, por todo o planeta. Isto é outro ponto de vista e podemos claramente ver a zona fria da Sibéria aqui, as zonas muito quentes no Ártico e sobre o este dos estados Unidos, e temos regiões mais frias na zona Oeste da América do Norte.
E então, estamos a ver um quebrar dos padrões climáticos estáveis, ao longo da latitude, por todo o globo. estamos a obter estas áreas tipo aos remendos, onde temos áreas quentes e áreas frias, e áreas quentes e áreas frias, e nessas áreas, por haverem grandes diferenças de temperatura ao longo de pequenas distâncias, por exemplo entre aqui e aqui, isto causa ventos muito fortes e muita actividade de tempestades.
Vejam os oceanos, os oceanos estão a refletir aquilo que a atmosfera está a fazer. O Atlântico Norte, todas estas regiões estão mais quentes do que o normal, o Ártico está muito quente, especialmente no lado do Atlântico Norte, e também no lado do Pacífico e do estreito de Bering. Recentemente tivemos uma zona muito fria a sul da Gronelândia, agora temos esta zona muito fria no Pacífico Norte. Portanto, estamos a obter um comportamento muito invulgar, na atmosfera e nos oceanos, devido aos processos de transferência de calor, do calor do Equador para o Ártico, estão a mudar completamente.
Os gases de efeito estufa metano e CO2 são os mais importantes de entre os que estão a aumentar rapidamente. A água também está a aumentar, o vapor de água, é um feedback do sistema climático, mas estamos a romper a escala, se formos atrás quase um milhão de anos, estamos a romper a escala com estes dois gases de efeito estufa.
Fiz menção e vou reiterar a importância disto. Isto é muito importante: O CO2, este ano, é esperado que suba entre 4 e 5 partes por milhão; fora da escala. Portanto, o CO2 está a aumentar rapidamente. O metano está a aumentar extremamente rápido, principalmente no Ártico; irei discutir isso mais à frente. O óxido nitroso também está a aumentar rapidamente.
Estas são as taxas de mudança para este ano, e estes são o aumento da acumulação em geral. A coisa preocupante aqui é que, o aumento atmosférico é esperado que seja de entre 4 e 5 ppm este ano, mas… as emissões de CO2 pelos humanos é esperada que seja semelhante ao último ano, a qual foi semelhante aos anos anteriores. Portanto, nos últimos quatro anos elas nivelaram, mas isto são muito más notícias, se estes dados estiverem corretos. Quer dizer, é ótimo que o planeta se esteja a juntar e a cortar nas emissões, mas são muito más notícias que os níveis atmosféricos ainda estejam a aumentar tão rápido. Isto parece indicar que os dissipadores de carbono globais estão provavelmente a falhar, e os reservatórios globais maiores são a floresta da Amazónia…
Estamos a perder muito da floresta devido à seca e aos incêndios, estamos a perder muito da floresta boreal devido a incêndios. Mais de 100 milhões de árvores, creio, que estão a morrer por toda a América do Norte, devido a pestes e secas, tipo os stresses hídricos, temperaturas muito elevadas. O oceano está a ficar estratificado e a aquecer, logo não está a absorver tanto CO2, não há tanta mistura vertical logo há menos CO2 a, fisicamente, ser dissolvido na água, a temperaturas mais elevadas. Também há menos fitoplâncton a crescer por haver menos mistura vertical.
Portanto estamos a ver todos estes efeitos de feedback em cascata, que estão a tornar-se extremamente sérios, e não podem ser ignorados. Portanto, as temperaturas médias de superfície estão a escalar a pique em 2016; estão a romper com a escala. Se isto não é uma emergência climática, não sei o que o será. Se isto não move as pessoas para a ação, não sei o que o fará.
Isto é fevereiro deste ano. Corrigi os números. Estamos basicamente a 1,95ºC, portanto quase 2C acima dos níveis pre-industriais, em termos de temperatura, sendo pre-industrial 1750. Portanto, fevereiro a sair do gráfico, março, a sair do gráfico.
Isto é completamente devastador, o gelo marinho do Ártico e a cobertura de neve. estes são os modelos do IPCC, a média e o desvio padrão dos modelos, e isto são o que as observações estão a mostrar. Portanto, vamos olhar em mais pormenor para aquilo que o gelo marinho está a fazer. Então, estes dados estão atualizados… de muito recentemente, e estamos a ver um declínio exponencial. Isto são diferentes representações exponenciais, portanto, estamos a ir para zero… por volta de 2020, digamos 2022 ou assim, de acordo com estes dados.
Não é apenas setembro, que é o mínimo, aquilo que está a ser reduzido. Isto é setembro, depois outubro e agosto estão a escalonar. E os dois meses seguintes estão a escalonar, e por aí em diante. Todos os meses estão a cair, e o que vemos agora em outubro e novembro de 2016 é que aquelas curvas em particular, naqueles meses em particular, estão a convergir, estão a cair ainda mais rápido do que o mínimo de setembro. Estamos sempre a descobrir novos fenómenos a acontecerem na mudança climática, estamos a vê-lo acontecer em tempo real.
Esta é a extensão do gelo marinho no Ártico. Há dois dias atrás, no vídeo, a curva parecia bastante diferente. Se compararem esta curva agora, estamos de facto a vê-la nivelar; estamos de facto a ver a extensão do gelo marinho a cair. 50.000 num dia, e creio que 146.000 ou algo, no outro dia. Simplesmente nunca tínhamos visto isto antes. O gelo marinho tenta crescer e estender-se, mas está a ser quebrado pela ação das ondas, e temperaturas muito quentes da água, e pelas temperaturas elevadas localizadas que invadem no Ártico, e as enormes anomalias das temperaturas, de 20ºC ou 36ºF acima do normal para esta altura do ano.
Portanto, isto é a temperatura da região do Ártico a 80º Norte, e esta curva está ainda pior do que há uns dias atrás. Vejam este pico aqui, isto é incrível. Isto é inédito. Então, esta temperatura, para este ano, em comparação com a média a longo prazo, está cerca de 20ºC acima da média. É essencialmente verão no Ártico neste momento, em novembro. Isto devia ser notícia de primeira página por todo o mundo, de estar a começar a fazer parte de alguns dos principais jornais e publicações online, mas… eles simplesmente não entendem, simplesmente não entendem que as suas vidas e as vidas dos seus filhos e qualquer futuro para os humanos neste planeta estão a ser ameaçados pelo que estamos a ver aqui. Estamos a entrar por território muito desconhecido onde o nosso suprimento alimentar vai ficar severamente stressado. Quero dizer, isto simplesmente surpreende-me completamente, surpreende qualquer climatologista. Devía surpreender toda a gente. E vai, em breve.
Na Antártida, a queda abaixo da média a longo prazo e da variação está a acelerar. Estamos muitos desvios padrão abaixo e estamos a descer mais a pique, enquanto há apenas alguns anos atrás estávamos com quantidades recorde. Tudo isto é indicativo da estranheza global, ou estranheza climática.
Este é um dos gráficos mais assustadores porque se juntarmos a área do gelo marinho global, do Ártico e Antártida, estamos a nivelar aqui. Estamos a fugir do gráfico, estamos a nivelar, e isto é… é inédito. Isto é o que o gelo se parece num mapa. Portanto, a linha vermelha é a norma, a média, entre 1981 e 2010 em ambos os casos… …a linha amarela. Portanto, estamos a perder enormes quantidades de gelo marinho no Ártico e na Antártida. E até há enormes falhas na Antártida, aqui, o que também é muito surpreendente, muito invulgar.
Isto é a extensão média mensal do gelo marinho no Ártico em outubro, e podemos ver como estamos a cair do precipício aqui. Há muitas formas de se olhar para estes dados; esta é outra perspectiva de outubro, a comparar outubro de 1979 a 2016, e caímos de um precipício aqui.
Ou podemos falar da espiral de morte do gelo marinho do Ártico. E então, o que estamos a ver é… os anos são aqui, ao longo do eixo radial, até 2016, e cada curva é um mês diferente do ano, sendo setembro a preta, e depois os meses de outubro e agosto a escalonarem. Quando isto for em direção ao zero… bem, eu esperaria que isto fosse para o zero, a linha preta, digamos em 2020, e depois as outras duas linhas a irem para o zero por volta de 2022, e depois estas duas linhas seguintes por volta de 2024, e depois todas estas linhas a irem para zero por volta de 20… 2030, e então, praticamente não teremos gelo marinho no Ártico, durante todo o ano, estaremos num clima muito mais quente, quem sabe, as temperaturas médias globais poderiam ser 5C, 6C mais quentes do que agora…Recolher Transcrição[/expand]

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Extensão do gelo marinho 2012-2016
Sam Carana

O Gelo Marinho Está a Encolher

Extensão do gelo marinho no Ártico a cair novembro 2016

A extensão do gelo marinho caiu 0,16 milhões de km² de 16 de novembro a 19 de novembro de 2016, como ilustrado pela imagem ads.nipr.ac.jp/vishop acima. A imagem abaixo, com base em dados da NSIDC, mostra o gelo do mar no Ártico a encolher 49.000 km² em quatro dias.

Extensão do gelo marinho entre 16 e 20 de novembro de 2016

Isto está a acontecer num momento em que há pouca ou nenhuma luz solar a atingir o Árctico, como ilustra a imagem abaixo.

Insolação no Ártico em função do mês do ano e latitude

A imagem abaixo foi criada por Torstein Viddal, anteriormente publicada no blogue Arctic Sea Ice Collapse.

Extensão do gelo marinho 2012-2016

Gelo Marinho do Ártico – A extensão média anual, pela JAXA está a cair 23086 quilómetros quadrados por semana. Se continuar assim, os primeiros 365 dias sem gelo iriam começar em janeiro de 2024.

Ventos fortes no Ártico quebram o gelo marinhoEsta queda recente na extensão é em parte devido a ventos fortes, como ilustrado pela imagem à direita.

Acima de tudo, porém, a falta de gelo marinho sobre o Oceano Ártico é causada pela água muito quente que está agora a chegar ao Oceano Ártico.

Durante o verão do hemisfério norte, a água ao largo da costa da América do Norte aquece e é empurrada pela força de Coriolis em direção ao Oceano Ártico. São precisos vários meses para a água viajar ao longo da Corrente do Golfo através do Atlântico Norte.

Durou até agora o Oceano Ártico ter que suportar o peso deste calor.

Como a imagem abaixo mostra, anomalias recorde na superfície do mar apareceram perto de Svalbard a 31 de Outubro de 2016, quando o calor chegou pela primeira vez ao Ártico.

Temperaturas do mar elevadas no Ártico

A 31 de outubro de 2016, o Oceano Ártico estava tão quente quanto 17°C ou (círculo verde perto de Svalbard), ou 13,9°C mais quente do que 1981-2011. Isto indica o quão mais quente a água está abaixo da superfície, quando chega ao Oceano Ártico a partir do Oceano Atlântico.

Além disso, o gelo marinho da Antártida também está a cair, refletindo o aquecimento dos oceanos em todo o mundo. Há já algum tempo que a extensão do gelo marinho na Antártida tem estado num valor baixo recorde para a época do ano. A 19 de novembro de 2016, a extensão do gelo marinho do Ártico e Antártida combinados foi de 22.423 milhões de km², como a imagem abaixo mostra.

Gelo marinho global, Ártico e Antártida combinados

Trata-se de uma queda na extensão do gelo marinho mundial de 1.085 milhões de km² (418,900 milhas quadradas) desde 12 de novembro de 2016, quando a extensão global do gelo marinho foi de 23.508 milhões de km².

Vamos olhar para esses números novamente. No sábado, 12 de novembro de 2016, a extensão global do gelo marinho era de 23.508 milhões de km². No sábado, 19 de novembro de 2016, a extensão global do gelo marinho era de 22.423 milhões de km². Isso é uma queda de mais de um milhão de km² numa semana.

Em comparação, isso é mais do que o tamanho combinado de dez países europeus (como a Suíça, Áustria, Hungria, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido e Irlanda).

Ou, é mais do que o tamanho combinado de dezassete estados dos Estados Unidos (como Ohio, Virginia, Tennessee, Kentucky, Indiana, Maine, Carolina do Sul, West Virginia, Maryland, Havaí, Massachusetts, Vermont, New Hampshire, Nova Jersey, Connecticut, Delaware e Rhode Island).

Quanta energia adicional a Terra retém, devido a uma tal mudança albedo? Foi um virar total do albedo, seriam alguns 0,68 W / m². Uma estimativa conservadora seria uma mudança do albedo de 50%, conforme a imagem abaixo ilustra, de modo que isso significaria que a Terra agora mantém algumas 0,34 W / m² energia extra.

O gelo marinho espesso coberto de neve pode refletir tanto quanto 90% da radiação solar incidente. Após a neve começa a derreter, e por as lagoas rasas da fusão do gelo terem um albedo (ou refletividade) de aproximadamente 0,2 a 0,4, o albedo da superfície cai para cerca de 0,75. Como lagoas do derretimento crescem e tornam-se profundas, o albedo da superfície pode cair para 0,15, enquanto que o oceano reflete apenas 6% da radiação solar incidente e absorve o resto.

Diminuição do Albedo - reflexão da radiação solar pelo gelo

O Albedo é o efeito de reflexão da luz solar. Com o derretimento do gelo e da neve, diminui o efeito de Albedo e a quantidade de superfície escura e absorvente de calor é maior. 90% da radiação solar é reflectida pela superfície da água quando coberta de gelo e neve, mas apenas 6% é reflectido após o gelo derreter e a água encontrar-se a descoberto.

E então, esta queda numa semana da extensão do gelo do mar significa que há agora é um aquecimento adicional de cerca de 0,34 W / m². Em comparação, o impacto do aquecimento em relação ao ano de 1750 de todo o dióxido de carbono emitido pelas pessoas foi de 1,68 W / m² no mais recente relatório de avaliação do IPCC (AR5).

E mais! À medida que o há um declínio do gelo do mar, não há apenas uma perda de albedo devido a uma diminuição na extensão, como há também a perda de albedo no restante gelo do mar, que fica mais escuro à medida que derrete.

A imagem abaixo mostra a queda na extensão do gelo marinho da Antártida até 20 de novembro de 2016. A 20 de novembro de 2016, a extensão do gelo marinho da Antártida era 2.523.000 km² menor do que o era na mesma altura do ano em 2015.

Perda de gelo marinho na Antártida novembro 2016

Quanta mais energia está agora retida na Terra do que em 2015? Assumindo uma variação do albedo de 50% para esta perda na extensão do gelo e uma perda de albedo semelhante que está a ter lugar sobre o gelo restante, isto significa que a Terra está agora a reter uma quantidade extra de energia (em relação a 2015) que é igual a todo o aquecimento relativo ao pré-industrial devido ao dióxido de carbono emitido pelas pessoas.

Gelo marinho na Antártida 2015 - 2016

Entretanto, a diferença entre 2016 e 2015 tem ficado cada vez maior, como ilustrado pela imagem acima. A 23 de novembro de 2016, na Antártida, a extensão do gelo marinho estava 2.615 milhões km² mais pequeno do que a 23 de novembro de 2015.

A situação é terrível e apela a uma ação abrangente e eficaz, conforme descrito no Plano Climático.


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Traduzido do original Sea Ice is Shrinking de Sam Carana, publicado no blogue Arctic News, a 20 de novembro de 2016, atualizado a 26 de novembro de 2016.

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