temperaturas elevadas no Ártico a 2 de novembro 2016 parecem indicar um desaparecimento do inverno
Robertscribbler

Rumo ao Desinverno Ártico

Muitos chamam-lhe “global weirding”. Mas “weird” (estranho) mal descreve o que está acontecer no Ártico agora. Para a consternação de alguns, adverti que o processo a que estamos a assistir agora é o início de uma espécie de morte do inverno que irá certamente acontecer se não pararmos de queimar combustíveis fósseis em breve. Mas poderíamos também chamar-lhe desinverno. Ou desinvernamento. O que quer que lhe queira chamar, e independentemente da sua tendência inicial ser minimizá-lo ou anunciá-lo do monte mais alto, o que está a acontecer no Ártico neste momento não tem precedentes e é um pouco mais do que ligeiramente assustador.

Perda de Gelo do Mar Como o Início do Desinvernamento Ártico

O Oceano Ártico perdeu grande parte de sua cobertura de gelo durante o verão nos últimos anos. Oceanos mais escuras refletem menos raios solares. E mais calor é transferido para a superfície da água. À medida que o verão vai dando lugar ao outono, este carregamento de energia adicional cria uma barreira de calor latente para o recongelamento do gelo. Sem sua cobertura de gelo habitual, o oceano, então, ventila este calor para o ambiente do Ártico — mantendo as temperaturas do ar anormalmente quentes, aumentando o conteúdo de vapor de água e engrossando a atmosfera do Ártico.

Nos últimos anos, este processo tem gerado o poderoso aquecimento de inverno a que chamamos amplificação polar. Tem perturbado a Corrente de Jato e contribuído para outras alterações nos padrões climáticos globais. Mas o outono de 2016, até ao momento, já viu alguns dos piores exemplos deste aquecimento relacionado com a mudança climática das regiões congeladas do mundo.

Calor Atual do Ártico é Inédito
temperaturas elevadas no Ártico a 2 de novembro 2016

Desvio de temperatura para todo o Ártico excedeu 6ºC acima da média para três dos quatro últimos dias. O atraso da progressão normal de arrefecimento de outono para o inverno está um mês ou mais atrás do habitual para esta região do nosso mundo. Fonte da imagem: Climate Reanalyzer

Hoje, a temperatura acima do Círculo Ártico tem uma média de 6,21 graus Celsius acima da média. Grandes áreas locais estão a ver temperaturas na faixa de 15 a 20 graus Celsius acima da média com picos locais mais elevados. Além da linha de latitude 80 graus norte, as temperaturas são atualmente de cerca de 12 graus Celsius acima da média. O resultado é que a maioria dos lugares do Ártico estão a cerca de 25 a 40 dias atrás da linha de tendência de arrefecimento média, e as temperaturas são mais uma reminiscência de final de setembro ou início de outubro do que de início de novembro.

Níveis Mínimos Recorde de Gelo São Igualmente Extremos

Não só está o calor adicionado ao oceano a provocar um aquecimento excecional na atmosfera do Ártico, como está também a gerar um ciclo de retroalimentação de auto-reforço com desvios recorde de gelo marítimo mínimo que têm piorado a cada dia que passa. Segundo a JAXA, as extensões de gelo marítimo atuais do Oceano Ártico são agora 710.000 quilómetros quadrados abaixo do recorde mínimo anterior, estabelecido em 2012. Trata-se de uma área maior que o estado do Texas. Mas quando se compara este novo mínimo recorde relativamente às médias observadas na década de 1980, já se perdeu uma região do tamanho do Texas, Alasca e Califórnia combinados.

Extensão do gelo no Ártico a 1 novembro de 2016

Extensões de gelo marítimo do Ártico de 7,03 milhões de quilómetros quadrados a 1 de novembro de 2016 são aproximadamente iguais aos mínimos de gelo marítimo de finais de verão durante a década de 1990. Tanto oceano aberto está a ter um efeito dramático de aquecimento na atmosfera ártica durante o outono de 2016. Fonte da imagem: JAXA

Todo este oceano a descoberto a despejar calor para a atmosfera está a ter um efeito marcante. De tal forma que está a produzir estas temperaturas extremas ao mesmo tempo que gera um ciclo auto-sustentável que impede o recongelamento.

Nos últimos dias, o calor no Ártico criou uma situação em que as taxas de recongelamento do oceano têm-se basicamente movido para o lado no gráfico. Isto originou um bem-merecido alarido por parte de especialistas de clima e do Ártico em toda a rede. Bob Hensen no WeatherUnderground recentemente twittou: “o Oceano Ártico parece ter-se esquecido de que é suposto estar a recongelar neste momento.” Para o qual o estudante de PhD Zack Labe respondeu: “é uma loucura… os dados diários mostram a linha rasa recente.” Enquanto isso, o fórum do Arctic Sea Ice basicamente enlouqueceu por causa do comportamento muito estranho do gelo do mar neste outono.

Será que vai continuar? OSEN a Somar à Tendência de Transferência de Calor

Quanto tempo irá esta contenda viciosa continuar a durar é uma incógnita. Em última análise, resume-se à quantidade de calor que o Oceano Ártico já absorveu e a quanta energia ainda está a ser transferida nessa direção. Com a La Niña a formar-se no Pacífico, a transferência de calor oceânico e atmosférico para o Ártico tenderia a aumentar. E poderemos muito bem estar a assistir agora a uma espécie de aperto de mão do tipo teleligação entre a amplificação polar e o ciclo OSEN.

Para este ponto é importante notar que o mais recente grande pulso de calor no Ártico começou com o poderoso El Niño de 2015-2016. E esta transferência de calor relacionada com a habitual variabilidade natural é provável que continue a aumentar as escalas de quantidade de calor no Ártico 2017 adentro, e possivelmente até 2018. A questão neste caso é se o aquecimento relacionado com as alterações climáticas está a ser fortalecido por este fluxo periódico rumo a um novo ponto de viragem. E do ponto de vista deste outono, as coisas não parecem muito boas para o Ártico.


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Traduzido do original
Drifting into Arctic Un-Winter
, publicado por Robertscribbler em http://robertscribbler.com/ a 2 de novembro de 2016.

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Temperaturas elevadas anormais no Ártico em Novembro
Robertscribbler

Para O Oceano Ártico Acima de 80 Norte, Ainda é Verão em Novembro

Vai ser o ano mais quente já registado – por uma grande margem. Basta perguntar a Gavin Schmidt da NASA, a qual a Administração Trump de negação da mudança climática colocou agora em risco. Mas numa região — o Ártico — a taxa de acumulação de calor tem sido escandalosamente extrema. E é aí que este novo recorde de aquecimento poderia causar alguns dos piores danos a um sistema Terra cada vez mais frágil.

Calor de Verão Durante o Outono Acima de 80 Norte

Para o Oceano Ártico acima da linha de latitude a 80 graus norte que circunda a crista do nosso mundo, as temperaturas hoje estão cerca de 17 graus Celsius acima da média. Estas são as mais elevadas temperaturas para esta região já registadas. E elas incluem várias localizações onde as temperaturas atingiram picos bem acima de 20ºC mais quente do que a média.

Comparação da temperatura ao longo do ano entre a média 1958-2002 e 2016

Temperaturas acima da linha de latitude de 80 graus norte em meados de novembro são quase iguais ao que normalmente se espera para o fim do verão. Este aquecimento recorde no Ártico é notavelmente grave e poderia produzir sérios impactos meteorológicos e climáticos a curto prazo. Fonte da imagem: DMI

Considerada no total, esta região — a qual inclui o Pólo Norte — está atualmente a experienciar temperaturas que normalmente iria ver a partir de 15 de setembro até 21 de setembro. Por outras palavras, está tão quente agora, a 14 de novembro na zona em torno do Pólo Norte, quanto normalmente estaria durante a última semana de verão.

Não seria tão mau se as temperaturas tivessem simplesmente disparado para novas máximas neste dia em particular como parte de uma variação louca da temperatura. Infelizmente, as leituras, em vez disso, permaneceram consistentemente elevadas durante todo o outono. Elas levitaram para fora da variação média da linha de base de 1958-2002 durante a maior parte dos 80 dias. E como as temperaturas se mantiveram perto das médias do fim do verão ou início de outono, a diferença em relação ao normal (representada pela linha verde no gráfico acima) continuou a intensificar-se ao longo de novembro. Essa manutenção a longo prazo de temperaturas altas corre o risco de produzir alguns impactos duradouros graves, tanto no Ártico como no ambiente global.

O Grande Buraco Vermelho do Pólo Norte

A variação de temperaturas que vemos agora não é nada menos que assombrosa e, para este observador em particular, aterrorizante. Um enorme buraco foi aberto no coração daquilo que deveria ser o pilar do frio de inverno. E se não se recompuser em breve, irá ter alguns sérios efeitos consequentes sobre o clima, incluindo piores mudanças atmosféricas de circulação, eventos climáticos cada vez mais extremos, os impactos nas estações de crescimento agrícola, impactos no gelo do mar, impactos no gelo da Groenlândia, e os impactos na vida do Ártico e além.

Temperaturas elevadas anormais no Ártico em Novembro

Hoje, grandes áreas do Oceano Ártico são esperadas que vejam as temperaturas atingirem 20 C mais quente do que o normal. Estas temperaturas são tão altas que secções recentemente cobertas de gelo vão, durante os próximos cinco dias, experienciar temperaturas entre -2 C e 0 C – ou quentes o suficiente para produzirem um derretimento temporário. Uma tal condição nunca foi testemunhada na medida em que é agora tão tarde no ano. Um sinal claro de que o aquecimento global está a começar a morder mais fundo do que esperávamos. Fonte da imagem: Climate Reanalyzer). Notem — o mapa mostra desvios de temperatura acima [desvio para o vermelho] e abaixo [desvio para o azul] da, já mais quente do que o normal, média da linha de base 1979-2000.

Este calor de outono recorde parece fazer parte de um cenário cada vez mais dominante do tipo “morte do inverno” relacionado com o aquecimento global causado pelo homem. E a menos que as temperaturas no Ártico voltem para a linha de base muito em breve, estamos em risco cada vez maior de atingir alguns pontos de inflexão de mudança de estado. Em particular, estes giram em torno de uma perda do gelo do Oceano Ártico a prazo mais curto do que o esperado. Um evento que podia acontecer este ano se experienciarmos um inverno anormalmente quente seguido por um verão quente semelhante ao último – mas que muitos especialistas esperam que seja adiado até 2030. Uma alteração que, a longo prazo, sob a queima continuada de combustíveis fósseis presentemente promovida pela Administração Trump, basicamente remove o inverno como estação praticamente por completo (pelo menos como a conhecemos).

Espero sinceramente que vejamos um retorno às condições de temperatura de linha de base no Ártico em breve. Mas à medida que os dias passam, isso parece cada vez menos provável. Ventos quentes continuam a fluir do [simple_tooltip content=’‘ bubblewidth=’700’]Barents[/simple_tooltip] e do [simple_tooltip content=’‘ bubblewidth=’547’]Bering[/simple_tooltip]. E os centros das regiões mais frias do Hemisfério Norte estão bem deslocadas para a Sibéria e a Gronelândia. Se esta situação continuar, as implicações para o gelo marinho de verão em 2017 podem ser bem duras (mais sobre isso na publicação que se segue). E é no ponto em que atingimos estados de verão sem gelo no Oceano Ártico que algumas alterações regionais, hemisféricas e globais muito radicais (as quais produzem efeitos ainda piores do que alguns dos maus resultados que já temos visto) estarão bem encaminhadas.

Traduzido do original
For The Arctic Ocean Above 80 North, It’s Still Summer in November
, publicado por Robertscribbler em http://robertscribbler.com/ a 14 de novembro de 2016.

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Os jet stream ou correntes de jatoconectam-se através do Equador
Paul Beckwith

Corrente de Jato Atravessa o Equador

“A Corrente de Jato no Hemisfério Norte atravessou o Equador e juntou-se à Corrente de Jato no Hemisfério Sul. Isto parece tratar-se de um comportamento novo, e indica que o distúrbio do sistema climático continua.”

– Paul Beckwith

Conteúdo traduzido do original Unprecedented? Jet Stream Crosses Equator, pulicado por Paul Beckwith.

O Cientista em Ciência Climática Paul Beckwith é professor a tempo parcial com o laboratório de paleoclimatologia e climatologia, Departamento de Geografia, Universidade de Ottawa. Paul ensina climatologia / meteorologia e faz pesquisa de doutorado em “Mudança Climática Abrupta no Passado e Presente”. Paul possui um Mestrado em física de laser e um Bacharel em física de engenharia e alcançou o ranking de mestre de xadrez numa vida anterior.

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Corrente de Jato Atravessa o Equador – Paul Beckwith

Olá! Sou o Paul Beckwith, estou com a Universidade de Ottawa, Laboratório para a Paleoclimatologia. Durante muitos anos tenho vindo a falar sobre mudança climática abrupta e sobre como o sistema climático já não se comporta como costumava. Já não temos mais aquele sistema estável e previsível que tínhamos. Passámos para um sistema caótico.
À medida que transitamos de uma forma não linear para um mundo muito mais quente, estamos a ver uma completa redistribuição de Correntes de Jato e Correntes Oceânicas. E então, normalmente… Temos Correntes de Jato no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul, e vão principalmente de Oeste para Leste. Mas por o Ártico estar a aquecer tanto, por estar a ficar mais escuro e absorver mais energia solar, há uma grande amplificação da temperatura, então a Corrente de Jato está a abrandar e a ficar mais ondulada, logo, existem mais calhas e mais cristas, e, basicamente, pensei nisso como a Corrente de Jato estando a separar… o ar frio seco da região mais a Norte e ar quente e húmido das regiões mais a Sul.
Mas neste caso… Normalmente têm-se Correntes de Jato nos hemisférios Norte e Sul mas estão separados. Mas neste caso pode-se ver a Corrente de Jato a descer por aqui abaixo, a atravessar o Equador e juntar-se à corrente do Hemisfério Sul. Pode-se ver também aqui, e aqui. Isto é inédito tanto quanto sei. Normalmente o Equador é mais quente, logo há uma zona de alta pressão, o ar sobe mais alto, o ar quente, a tropopausa são cerca de 17 quilómetros, enquanto que o ar mais frio encontra-se com a tropopausa a cerca de 7 quilómetros nos polos, logo por ser tão elevado aqui, normalmente isso actua como uma barreira e impede que isto aconteça. E então, vamos investigar porque isto aconteceu. Apenas fui desligar as luzes para obter melhor contraste.
Então, se fores a… Se simplesmente pesquisares EarthNullschool, vai ao fundo da página, clica em Earth, e então seleciona ‘Ar’, 250 milibares de pressão, e o revestimento do vento, e então, é isto que você obtém; clique em Earth outra vez para se ver livre do Menu e é isto o que obtém… e foquem-se na área a verde aqui, se clicarem noutras áreas, dá-vos a informação, a velocidade, e então, as áreas vermelhas, rosa, roxas, são correntes de jato mais rápidas. Estamos a ver um atravessar aqui, aqui e aqui, sobre o Equador. Fui alertado disto através do blogue do Robertscribbler cujo artigo saiu esta noite. Ele fala sobre “Corrente de Jato Avariada Agora Corre de Polo a Polo” E então, ele mostra esta imagem fixa aqui, o que me alertou para fazer este vídeo. E então, irei falar de algumas coisas que ele disse, daqui a um minuto.
Então, vamos voltar. O que fiz aqui foi, selecionei a temperatura ao invés do vento, e então isto é a temperatura, logo pode-se ver… esta é a temperatura nos 250 milibares, bem lá em cima. Esta região está a -40°C, quando se vai a esta região está mais frio: -53°C, e na região a azul está ainda mais frio. Então, isto é lá em cima na atmosfera, mas o que podemos ver… é que as Correntes de Jato estão de facto a agir como uma parede ou separação entre o ar a diferentes temperaturas. Seja lá onde haja ar mais quente, neste caso, obtém-se uma curva da corrente de jato à sua volta. Só queria remarcar isso. Agora, isto é a Anomalia da Temperatura de Superfície do Mar. O círculo verde é onde a Corrente de Jato está a descer e a atravessar o Equador. É interessante sabermos que esta área da água, devido ao forte El Niño ter passado, estamos agora a obter um arrefecimento desta água à medida que vamos em direção a uma La Niña, e… então, este arrefecimento da água está a diminuir aquela crista pressão, aquela crista de alta pressão que está normalmente sobre o Equador. E a temperatura da água está anormalmente elevada aqui e aqui, e ao fazer subir as pressões aqui e aqui, está a baixar… a crista, se preferirem assim chamar, e creio que isso poderá estar a contribuir para permitir que o ar atravesse o Equador aqui, pelas Correntes de Jato.
Se olharmos para a temperatura, esta é a temperatura dos Oceanos, podemos ver que aqui estão cerca de 24.5°C, e se vamos para aqui estão cerca de 30°C, e se descermos aqui, está próximo dos 30°C. E então, temos esta mancha de uma região mais fria no Equador e então isto diminui a barreira que normalmente impede a Corrente de Jato de atravessar de um Hemisfério para o outro. Se voltarmos aqui… Alterei os dados, e alterei o mapa com eles; se selecionarmos o ‘E’ obtemos esta distribuição particular, se fosse o ‘O’ seria o Globo, OK? E então queria voltar aqui… Isto é o tempo presente, e o que posso fazer é voltar atrás um dia, e ver à quanto tempo esta coisa tem se estado a desenvolver, há quanto tempo isto dura. Então vamos trazer isto para aqui, para o podermos ver, para não ficar bloqueado pelo menu, e… vou voltar atrás um dia, e podemos ver que está lá mas está muito mais fraco. Vou voltar atrás mais um dia… E agora está praticamente desfeito; praticamente desapareceu. Posso avançar 3 horas… ainda está separado, posso avançar mais 3 horas… ainda separado. mais 3 horas, está a começar a ficar mais próximo aqui, o intervalo está a ficar mais estreito, e se avançar mais 3 horas, parece estar-se a formar aqui, logo… Basicamente, 27 de Junho às 11:00 da manhã locais, foi quando… a ponte, se quiserem, foi cortada, a ponte Equatorial, e a Corrente de Jato começou a atravessar.

Esta é outra perspectiva desta região específica, e mais uma vez podemos ver o que se está a passar aqui. Temos ar de lá de cima, do Hemisfério Norte, e a Corrente de Jato a descer e atravessar o Equador e a juntar-se com a Corrente de Jato do Sul. Também temos estes vórtices aqui, a misturarem ar à volta do Equador… Temos ar a mover-se desde o Hemisfério Sul para o Hemisfério Norte, a atravessar o Equador aqui. E aqui temos ar a vir para Sul, a atravessar… e aqui temos algo semelhante a acontecer. E então, estamos basicamente… perdemos a separação entre o Hemisfério Norte e o Hemisfério Sul, em termos da Corrente de Jato (Jet Stream).

Vamos dar uma olhada, vamos voltar ao Pacífico Central. Queremos estar aqui… Vamos dar uma olhada à progressão no tempo… nesta perspectiva aqui. Vamos trazer o Menu… e vamos voltar atrás um dia. E então ainda está a ocorrer, mas numa localização diferente… Mais um dia atrás… e está desfeito. E apesar de estar desfeito aqui, há outras regiões onde há trocas de ar através do Equador, por exemplo aqui, e aqui, há muito movimento paralelo ao Equador e depois a mergulhar aqui. Vamos voltar à nossa localização original no Pacífico. Como disse, nunca vi isto acontecer antes. Falei no passado de como o padrão ondulatório da Corrente de Jato, de como a amplificação da temperatura no Ártico está a causar o padrão ondulatório da Corrente de Jato, e quando está muito mais ondulado significa ar mais frio a penetrar em latitudes mais baixas no Hemisfério Norte, e o ar mais quente move-se do Equador para latitudes mais altas, logo, tende a levar a uma equalização da temperatura no Hemisfério Norte. Agora o que estamos a ver é que se isto se tornar uma característica pronunciada, em que a Corrente de Jato atravessa para o Hemisfério Sul, então isso iria, basicamente, ajudar a equalizar toda a temperatura do globo. Logo iria reduzir a sazonalidade, como Robertscribbler apontou, caso se torne numa característica constante.

Apenas quero mostrar-vos a Anomalia da Temperatura da Superfície do Mar. OK, então, isto é onde… Nesta pequena região aqui, a temperatura está muito mais fria que o normal, aqui e aqui é mais quente que o normal, isso leva a uma temperatura de superfície do mar mais fria aqui, 24°C, e mais quente aqui e aqui, significativamente mais quente, e isso iria baixar a tropopausa, a altitude da troposfera, neste ponto e iria elevá-la aqui, e obviamente isso é o suficiente para carregar estes ventos de elevada altitude através do Equador.

Voltando ao blogue do Robertscribbler, ele publicou uma imagem que mostra, basicamente, não se preocupem demasiado; isto é a anomalia dos ventos zonais, e isto é um sigma acima do normal, um sigma abaixo e assim, e então fomos de um recorde alto, de uma excursão máxima no sentido positivo, para um mínimo quase recorde na direção negativa. O que é MQI Phase? O Index MQI é algo chamado de QBO ou Oscilação Quase-Bienal, e explicarei o que é isso, rapidamente, porque precisam de saber. É uma maneira de monitorar os ventos zonais equatoriais da estratosfera, então, zonais de Oeste para Este e Este para Oeste. À medida que vamos de Dezembro de 2014 para Dezembro de 2015, isso é cerca de metade de um ciclo, logo mais um ano levar-nos-ia a dar uma volta, e é por isso que é chamado Quase-Bienal, QBO. Então, temos uma mudança na direção dos ventos. O máximo de ventos é na direção Oeste a 30 milibares; aqui temos direção Oeste a 50 milibares, e à medida que descemos para diferentes alturas do ano, vai para Este. A direção do vento muda na Estratosfera no Equador, é esse o efeito que isto representa. Este gráfico foi feito em Novembro de 2015 e projetou que o QBO continuasse aqui como normal. Isto é o que aconteceu na realidade. O que aconteceu mesmo foi… (Consegui trazer isto? Nem por isso) em vez de continuar num círculo, agora desceu para mínimos recordes.

Então, há coisas muito estranhas a acontecer no planeta Terra neste momento. Há coisas muito muito estranhas a passarem-se com as Correntes de Jato, as quais guiam os nossos padrões do tempo. Este é um ano excepcional em termos de derretimento do gelo marinho do Ártico e de perda de cobertura de gelo em Junho. Estamos a forçar os recordes baixos de quantidade de gelo do mar, o gelo marinho está a ficar mais escuro, está-se a quebrar, a anomalia da temperatura no Ártico tem sido muito grande, e como resultado,… há um risco de termos um evento de Oceano Azul este Verão, no qual, tipo em meados de Setembro, podemos esperar um gelo marinho muito reduzido, um recorde de certeza, e isto está a levar a um aquecimento muito maior do Ártico, muito mais padrão ondulatório das correntes de jato, e quando o combinamos com o El Niño muito forte, e com as águas mais frias da La Niña aqui, estamos a ver uma ponte do Equador e a Corrente de Jato está a atravessar claramente para o outro lado.

Não posso stressar o suficiente o quão importante isto é para o sistema climático. Podem ver outros dos meus vídeos para entenderem o meu raciocínio, mas precisamos de declarar uma emergência de mudança climática. Vamos ter quedas massivas na produção de alimentos, vamos ter agitação geopolítica massiva, já estamos a ver situações assim a acontecerem pelo mundo fora.Recolher Transcrição[/expand]

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Corrente de Jato atravessa o Equador
Robertscribbler

Corrente de Jato Avariada Mistura Verão com Inverno



Ondas de Gravidade a Misturarem Verão com Inverno? Corrente de Jato Avariada Agora Corre de Polo a Polo

É como se o aquecimento global estivesse a tocar a atmosfera da Terra como se fosse um enorme e cacófono sino de alarme. Os ventos zonais de nível superior estão a balançar muito entre anomalias positivas recorde e anomalias negativas recorde. As ondas de gravidade — o tipo de ondas atmosféricas grandes que tendem a movimentar o ar dos trópicos até lá acima aos Polos e que são poderosas o suficiente para fazerem com que o Mar do Caribe ‘assobie’ nos monitores de satélite — estão a ficar maiores. E o Jet Stream (a Corrente de Jato) agora redefiniu todas as fronteiras — fluindo por vezes desde o Mar Siberiano Oriental no Ártico, através do Equador, fazendo todo o caminho até ao sul na Antártida Ocidental.

Corrente de Jato atravessa o Equador

(A Corrente de Jato – ou Jet Stream – do Hemisfério Norte cruza o equador, nesta imagem de ecrã de Earth Nullschool, para se fundir com a Corrente de Jato do Hemisfério Sul. É a verdadeira imagem da esquisitice do tempo devido às alterações climáticas. Algo que absolutamente não aconteceria num mundo normal. Algo que se continuar, basicamente, ameaça a integridade sazonal.)

****

A grande calha hoje começa perto do Polo no Hemisfério Norte. Ela puxa o ar do Ártico para baixo sobre a Sibéria Oriental e para um percurso de tempestade no Oceano Pacífico. Ali, uma segunda grande queda na Corrente de Jato puxa uma volta louca desse fluxo de ar superior mais para sul. E é aqui que as coisas ficam mesmo estranhas — pois o rio de ar do nível superior que começou no Árctico, em seguida, faz um salto diretamente para lá da linha do Equador.

Mas a nossa história de uma Corrente de Jato rebelde não termina aí. O fluxo de ar do nível superior que se originou perto do Polo Norte junta-se com um padrão de crista da Corrente de Jato do Hemisfério Sul em formação sobre o Sudeste do Pacífico. Alimentando-se de ventos do nível superior muito fortes, vira-se para o sul para uma onda de elevada amplitude que atravessa o Chifre da América do Sul e esbarra, levando consigo um grande pulso de calor extremo para os ares do nível superior sobre a Antártida Ocidental.

Anomalia de temperatura na Antártida Ocidental em Junho 2016

(Uma injeção de ar quente de Verão do Hemisfério Norte para o Inverno do Hemisfério Sul parece ter ajudado na formação de temperaturas acima da média em 8 C no Oeste da Antártida durante Junho de 2016. Fonte da imagem: NOAA ESRL).

Uma Perda de integridade Sazonal Resultante da Mudança Climática?

Como muitos eventos extremos resultantes da mudança climática forçada pelos humanos, esta mistura de ares do nível superior de um hemisfério para outro é muito estranha. Historicamente, os Trópicos – que produzem a massa de ar mais alta e mais espessa do mundo – têm servido como uma barreira geralmente impenetrável aos ventos de nível superior de se deslocarem de um hemisfério para outro. Esta barreira pode tender a desfazer-se durante as transições sazonais. E por vezes obtém-se esta mistura de ventos subtropicais da Corrente de Jato através do Equador.

Mas, como os Polos têm aquecido devido à mudança climática forçada pelos humanos, as Correntes de Jato Hemisféricas têm saído mais e mais das Latitudes Médias — conectando zonas latitudinais mais amplas. Têm invadido cada vez mais as regiões tanto dentro da zona Polar como dentro dos Trópicos. Agora, parece que as velhas linhas divisórias estão tão fracas que os fluxos de ar de nível superior entre os Hemisférios podem ser trocados num grau mais extenso.

Se for este o caso, são más notícias para a sazonalidade. A prevenção e redução da mistura de ar entre Hemisférios pela massa espessa de ar quente tropical é o que tem gerado uma forte divisão entre Verão e Inverno durante a Época Climática do Holoceno. Se essa fronteira se desfazer, contudo, teremos mais calor do Verão a transbordar para a zona de Inverno e vice-versa. Obtemos esta mistura de estações desestabilizadora do tempo e geradora de condições meteorológicas extremas que faz tudo parte de um cenário muito difícil de lidar do tipo ‘Morte do Inverno’.

No passado recente, os cientistas favoreceram uma visão de que essa mistura entre Hemisférios não era possível. Mas observações recentes de padrões Ondas Rossby parecem indicar instâncias em que o padrão de ares de níveis superiores ligou os Polos aos Trópicos e, neste caso, em que um padrão de ar de níveis superiores conectou os Polos.

Para além disso, temos um comportamento bastante estranho nos ventos zonais Equatoriais que pode estar relacionado à mudança climática, mas de momento isso permanece um pouco um mistério. Sam Lillo e outros têm acompanhado variações recorde nos padrões de ventos zonais Equatoriais chamados Oscilação Quase-Bienal. E estas variações podem estar relacionadas com o resto da corrente da queda do sistema climático (Ondas de gravidade Rossby, etc).

Oscilação Quase-Bienal com anomalia dos ventos zonais

(Ventos Zonais Equatoriais de níveis superiores variaram de anomalias positivas recorde para anomalias negativas recorde num período de tempo de uns meros três meses. Fonte da imagem: Sam Lillo).

Todas estas observações combinadas apontam para uma preocupação muito séria. O aquecimento Polar parece estar a nivelar a inclinação atmosférica do Equador para os Polos a tal ponto que uma crescente violação da linha divisória sazonal entre Hemisférios pode ser uma nova tendência relacionada à mudança climática. E isso é um tipo de esquisitice do tempo com a qual não estamos realmente de todo preparados para lidar.

Traduzido do original Gigantic Gravity Waves to Mix Summer With Winter? Wrecked Jet Stream Now Runs From Pole-to-Pole, publicado por Robertscribbler em http://robertscribbler.com/ a 28 de Junho de 2016.

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Anomalia da Temperatura Janeiro de 2016 NASA Ártico mais quente
Robertscribbler

Ártico Sem Inverno em 2016 – NASA Marca Janeiro Mais Quente Já Registado

Os cientistas estão perplexos e nós também devíamos estar. O calor global e especialmente as temperaturas extremamente altas em relação à média que vimos no Ártico ao longo do mês passado são absolutamente sem precedentes. É estranhamente bizarro. E o que parece, para este observador em particular, é que a sazonalidade do nosso mundo está a mudar. O que estamos a testemunhar, neste momento, parece o começo do fim para o Inverno tal como o conhecemos.

Janeiro Mais Quente do Registo – Mas o Ártico Está Simplesmente Bizarro

Qualquer pessoa que observe o Ártico – de cientistas a ambientalistas, a especialistas em ameaças emergentes, a entusiastas do tempo e do clima, até simplesmente pessoas normais, inquietos com o estado do nosso sistema climático global o qual se revela rapidamente – deviam estar muito, muito preocupados. A emissão humana de gases de efeito estufa – agora a empurrar os níveis de CO2 acima das 405 partes por milhão e a adicionar uma série de gases extra que retêm o calor – parece estar a forçar rapidamente o nosso mundo a aquecer. E a aquecer mais rapidamente num dos absolutamente piores lugares que se possa imaginar – o Ártico.

Não só foi este janeiro de 2016 o mês de janeiro mais quente já registado no registo climático global de 136 anos da NASA; não só janeiro mostrou a maior diferença de temperatura em relação à média para um único mês – com 1,13°C acima da linha de base do século XX da NASA, e cerca de 1,38°C acima das médias de 1880 (apenas 0,12°C abaixo da perigosa marca de 1,5°C); como o que observámos na distribuição global dessas temperaturas quentes recorde foi ao mesmo tempo estranho e perturbador.
Anomalia da Temperatura Janeiro de 2016 NASA

(Um mundo quente recorde em janeiro mostra calor extremo no Ártico. O mapa global de anomalia da temperatura da NASA, em acima, sugere que o calor tropical – acentuado por um El Nino recorde – viajou para o norte e pelo Ártico dentro por meio de pontos fracos na corrente de jato sobre a América do Norte Ocidental e a Europa Ocidental. Fonte da imagem – NASA GISS).

Apesar de que o mundo estava quente no seu todo – com o calor do El Nino a dominar as zonas tropicais – os extremos das temperaturas acima da média concentraram-se exatamente no telhado do nosso mundo. Lá, nas terras do Ártico e do gelo glacial e da permafrost agora a descongelar – sobre a Sibéria, sobre o norte do Canadá, sobre o norte da Gronelândia e por toda a zona do Oceano Ártico acima da Latitude Norte 70 – as temperaturas andavam em média entre os 4 e os 13 graus Celsius acima do normal. Isso é entre 7 e 23 graus Fahrenheit mais quente do que o normal para o período extraordinário de um mês inteiro.

E quanto mais para norte se ia, mais calor se obtinha. Acima da linha de Latitude Norte 80, as médias de temperatura para toda a região subiram para cerca de 7,4 graus C (13 graus F) mais quentes que o normal. Para esta área do Ártico, isso é tipo igual à diferença típica entre janeiro e abril (abril é cerca de 8 C mais quente do que janeiro, durante um ano normal). Assim, o que temos visto é absolutamente sem precedentes – no Ártico, para o mês inteiro de janeiro de 2016, as temperaturas foram aquelas de uma primavera.

Desvio das temperaturas em relação à média no Ártico para 2016

(Para janeiro e fevereiro de 2016, a região de Latitude Norte 80 e em direção ao norte experienciou as suas condições mais quentes jamais registadas. As temperaturas mantiveram-se num intervalo de -25 a -15 C para a zona, um conjunto de temperaturas mais típicas de meados ou final de abril. Fonte da imagem: NOAA).

E para o inverno de 2016, é possível que o Ártico nunca experiencie condições típicas. Pois, de acordo com a NOAA, a primeira quinzena de fevereiro viu este calor recorde, tipo Primavera, prolongar-se até hoje. É como se estas zonas mais frias do Hemisfério Norte ainda não tivessem experienciado Invernocomo se a tempestade anormal que levou as temperaturas do Ártico para níveis recorde durante o final de dezembro tenha, desde então, enfiado o termómetro em níveis típicos de abril e o deixado lá preso.

Calor do El Niño Teleconecta com o Polo

Porque é isso tudo tão ameaçador?

Seria mau se fosse o caso em que o calor no Ártico simplesmente resultasse no cada vez mais rápido derretimento dos glaciares – forçando os mares a subirem centímetros, polegadas e pés. Seria muito mau se o aquecimento polar se amplificasse à medida que o gelo branco sobre a terra e sobre o mar regredisse, tornando uma superfície refletora de calor numa característica de absorção de calor azul escura, verde e castanha. Seria surpreendentemente mau se tal calor também resultasse em degelo da permafrost, mais uma vez agravando o aquecimento forçado pelos humanos ao desbloquear até 1.300 biliões de toneladas de carbono e, eventualmente, transferir cerca de metade disso para a nossa atmosfera. E seria muito ruim se todo esse calor extra no Ártico começasse a intrometer-se com o clima do Hemisfério Norte, ao alterar o fluxo da corrente de jato. Resultando em sulcos muito persistentes produtores de secas e depressões produtoras de tempestades.

Ondas de Amplitudes Elevadas na Corrente de Jato

(Ondas de amplitudes elevadas na Corrente de Jato – uma sobre a parte ocidental da América do Norte e uma segunda sobre a Europa – transferem calor de Latitudes inferiores para o Ártico durante um ano de El Nino a 7 de fevereiro de 2016. Enquanto a amplificação polar encrencava em novos extremos durante os meses quentes recorde de dezembro e janeiro, parecia que a capacidade do El Nino para fortalecer a Corrente de Jato, e assim separar o calor equatorial do Polo frio, havia sido comprometida. Fonte da imagem: Earth Nullschool).

Infelizmente, estes eventos já não são apenas hipotéticos. O gelo do mar está a recuar. A permafrost está a descongelar. Os glaciares estão a derreter. E o fluxo da Corrente de Jato parece estar a enfraquecer.

Mas e se todo esse acumular polar de calor devido à queima de combustíveis fósseis pelos humanos tivesse ainda mais um efeito adicional? E se essa pedra quente atirada para o rio da circulação atmosférica que chamamos de El Nino pudesse de alguma forma transferir a sua acumulação de calor tropical lá para acima até ao Polo? E se o fluxo da Corrente de Jato no Hemisfério Norte tivesse ficado tão fraca que até mesmo um aquecimento nos trópicos devido a um forte El Nino recorde não pudesse acelerá-lo significativamente (através do aumento do diferencial de calor entre o Equador e o Polo). E se essas novas zonas ondulantes da Corrente do Jato se estendessem até ao Ártico – empurrando o calor tropical para o extremo norte durante eventos El Nino? Em momentos em que o mundo, como um todo, estivesse no seu mais quente? Durante um período em que o calor e a humidade na superfície do Oceano Pacífico estivessem a explorar um novo pico devido a uma combinação de aquecimento forçado pelos humanos e um El Nino atingir o topo do ciclo de variabilidade natural?

E se, de alguma forma, esse pico de calor tropical pudesse fluir desde o Equador até ao Pólo?

O que veríamos, então, seria uma aceleração das perigosas mudanças no Ártico descritas em cima. O que veríamos seria um aliar do sinal de amplificação polar, associado ao aquecimento global, com o topo da escalada quente de variabilidade natural que é o El Nino. E quanto ao Ártico sem inverno que foi o primeiro mês e meio de 2016, foi isso o que parece que acabámos de experienciar.

Os cientistas estão perplexos. Bem, deviam estar. Devíamos estar todos.

Links:

NASA GISS

NOAA

Os Cientistas estão Perplexos pelo que Está a Acontecer no Ártico Neste Momento

Tempestade Quente no Ártico para Descongelar o Polo Norte

Clima do Polo Norte

O Blog do Gelo do Mar Ártico

Impactos da Perda de Gelo do Mar

Earth Nullschool

Jennifer Francis sobre o Impacto do Aquecimento no Árctico Sobre a Corrente de Jato

Traduzido do original No Winter For the Arctic in 2016 — NASA Marks Hottest January Ever Recorded, publicado por Robertscribbler em http://robertscribbler.com/ a 18 de Fevereiro de 2016.

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