Energias Renováveis, Transição

Um Mundo Verde, Sustentável e de Todos (Narrado por Leonardo DiCaprio)

Do original Green World Rising, no fundo desta página encontram o terceiro filme documentário da série com o mesmo nome e que nos mostra como podemos ser 100% livres dos combustíveis fósseis em poucas décadas. Narrado por Leonardo DiCaprio e apresentado por Thom Hartmann, claramente o que motiva estes dois indivíduos surpreendentes e inspiradores é a ameaça das alterações climáticas e do aquecimento global fugidio que só pode ser ultrapassada pela substituição dos combustíveis fósseis por fontes de energia limpa (renováveis), solar, eólica, das marés, geotérmica, etc. Desde os cada vez mais frequentes eventos de seca prolongada ou inundação, até às erupções de metano no Ártico que ameaçam a humanidade de extinção, temos que ir além da política climática focada no lucro, na criação de empregos para manter uma economia de consumo e nas guerras, para algo mais próximo das verdadeiras necessidades humanas e que sustentam a vida no planeta. A agricultura orgânica é também uma referência de sustentabilidade no vídeo, pois a agricultura é conhecida por ser responsável por mais de metade das emissões de gases de efeito de estufa. Este é um entendimento cada vez mais comum e referenciado, como se viu no surpreendente e recente documentário Cowspiracy, a ser publicado com legendas neste blog em breve. (UPDATE: Já publicado com legendas em português, neste blog: http://aquecimentoglobaldescontrolado.wordpress.com/2014/11/05/a-conspiracao-das-vacas-o-segredo-da-sustentabilidade/

O original apenas em inglês http://www.greenworldrising.org/#!ep3-green-world-rising/ches (com legendas em Português encontra aqui mais abaixo nesta mesma publicação)

Os anteriores filmes da mesma série são o Carbon e o Last Hours, este último já traduzido para português aqui!
Para o terceiro episódio, em baixo, active as legendas no bordo inferior do vídeo.

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Antártida

O Gelo da Antártida Está a Aumentar ou Diminuir?

Como é que o gelo na Antártida está a aumentar, e até sai nos jornais e várias fontes oficiais como a NASA e a NOAA dizem o mesmo, enquanto anda uma propaganda de “aquecimento global” por aí? Não será o aquecimento global uma farsa?

A extensão de gelo na Antártida está mesmo a aumentar, pois o gelo marinho ocupa uma área maior que anteriormente e até bateu um recorde este Inverno. Contudo, o gelo continental, ou sobre o continente da Antártida, e o volume de gelo na sua totalidade, tem diminuído. A comparação do mapeamento do volume de gelo por satélite entre os dados recentes do Cryosat-2 e os dados do ICESAT de 2009 mostra que o ritmo de perda de gelo triplicou nos últimos 5 anos apenas.

De qualquer modo, o gelo no mar em torno do continente Antártico aumentou. Como é possível estarmos no meio de um fenómeno de aquecimento global “sem precedentes na história humana” se de facto o gelo está a aumentar?

A EXTENSÃO de gelo, em redor do continente Antártico, de facto aumentou, como acontece todos os Invernos, e este Inverno até bateu um recorde. A área que o gelo ocupa é realmente maior, e este facto, tal como explicado pela NOAA (Administração Nacional para os Oceanos e Atmosfera pelo governo dos EUA), parece estar relacionado exactamente com o aquecimento global. A explicação até é baseada em física muito simples e a ciência climática é muito interessante e rica em informação quando vai além do debate que caracteriza a “política”. O que acontece, e como explicado pelo National Snow and Ice Data Center aqui, por Climate Progress aqui, pela Skeptical Science aqui, e por Sam Carana do Arctic News aqui, é que as águas mais quentes do fundo do oceano derretem o gelo junto à costa da Antárctida e essa água derretida esfria a camada funda do oceano, criando mais condições para a formação de mais gelo. Os padrões do vento também se alteraram devido às alterações climatéricas e os registos meteorológicos indicam ventos fortes do sul sobre o Mar de Weddell em meados de Setembro (fim do Inverno lá em baixo, fim do Verão cá em cima no Hemisfério Norte), estendendo a área de gelo marinho. A água resultante do derretimento do gelo do continente Antárctico poderá igualmente ter tido um papel nisto tudo, pois é mais fresca, tornando a água do mar à sua volta menos densa. Esta água menos densa e perto do ponto de congelamento espalha-se em torno de todo o continente da Antárctida e à superfície, ficando em contacto com o gelo com o qual pode congelar outra vez.

Como sabemos, e podemos ter tanta certeza, que o gelo na Antárctida tem diminuído a um ritmo cada vez maior?

O Cryosat-2 orbita a 700 kilómetros sobre a superfície da Terra e possui um altímetro que permite efectuar medições muito precisas da grossura do gelo no Ártico, na Gronelândia e na Antártida. Imagem de: http://www.lahistoriaconmapas.com

O Cryosat-2 orbita a 700 kilómetros sobre a superfície da Terra e possui um altímetro que permite efectuar medições muito precisas da grossura do gelo no Ártico, na Gronelândia e na Antártida.
Imagem de: http://www.lahistoriaconmapas.com

Alterações na elevação do gelo da placa de gelo da Antárctida são medidas através de altimetria por laser e por radar. Um novo satélite por radar, “Cryosat-2” foi colocado em órbita recentemente, equipado com uma resolução muito maior de altimetria por radar que usa técnicas de combinação de radar complicadas (interferometria de radar) de modo a aumentar a resolução horizontal até 250m enquanto permitindo medições precisas de alterações tão pequenas quanto apenas alguns centímetros.

Mapa Gelo Antártida

O aquecimento global não é uma farsa. Mas através do debate e da opinião e até da mesquinhez e dos interesses financeiros, pode bem passar por uma. Apenas a curiosidade, a pesquisa e a partilha podem mudar a cultura humana em direcção a uma sociedade menos ignorante e mais participativa.

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Metano, Paleoclima, Temperatura

O Gelo no Mar do Ártico Vai Desaparecer Em 2018. E Depois?

Paul Beckwith, climatologista e professor a tempo parcial na Universidade de Ottawa, Físico (Master de Ciência em Laser Optics, Bacharelato em Física de Engenharias), interessado em energias renováveis e xadrez – tal como descrito no seu Twitter, dá uma entrevista a Reese Jones onde faz um resumo da situação no Ártico, onde o aquecimento global se manifesta com aumentos de temperatura bem mais acentuados que na temperatura média global, e das consequências a curto prazo para a humanidade. Aqui está a transcrição do audio traduzida para Português:

 “A grande emissão de metano na região do Ártico por causa deste aquecimento é a maior preocupação. Se considerarmos no modelo da Marinha dos Estados Unidos, quando é que o gelo do mar Ártico desaparecerá, em que estação de derretimento irá ocorrer, o modelo da Marinha dos EUA diz que aproximadamente em 2018. Se você olhar para o modelo do gelo do mar ao longo do tempo, é uma espécie de curva exponencial, a qual é zero á volta de 2018. Talvez o gelo marinho não estará lá e o oceano Ártico estará completamente aberto durante uma ou duas semanas em meados de Setembro. Há uma grande variabilidade de ano para ano, mas pode-se fazer uma previsão de que dentro de um ano ou dois ou três após esse primeiro desaparecimento, o gelo poderia desaparecer durante 2 ou 3 meses no verão, e no espaço de 5 ou 6 anos poderia desaparecer durante seis meses do ano, e podia-se conceber vê-lo desaparecer completamente dentro de uma década ou duas. E então estaremos num sistema climático completamente diferente e os níveis de metano têm aumentado tanto da permafrost terrestre como dos sedimentos marinhos, especialmente no leito do Ártico Siberiano Oriental. Se isto continua a acontecer, e temos visto sinais como essas crateras misteriosas em partes da Sibéria, por isso, se este tipo de coisas continua então a quantidade de metano que sobe pode muito rapidamente eclipsar as emissões humanas. Essa é a maior preocupação. E então estamos a falar de uma situação de mudanças climáticas bruscas, onde … quero dizer, nos registos paleolíticos a temperatura média global, pelo menos a temperatura registada na Gronelândia, aumentou algures entre 5 ou 6 graus numa década ou duas. Existem alguns casos (…) de oscilações nesses paleo-registos onde a temperatura na Gronelândia aumentou 16 graus em uma década ou duas. Podemos observar os registos de sedimentos do Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (MTPE). Pelo menos um artigo sugere que a temperatura aumentou 5 graus celsius em 13 anos, por ser um registo muito claro de camadas, mas é claro que tem de ser confirmado por outros artigos. Há também evidências, algumas conchas do oceano, por exemplo da Nova Zelândia onde existem grandes crateras no fundo do oceano que parecem ser devidas a uma grande libertação de metano num período muito curto de tempo. À medida que o oceano aquece, se derrete por entre os sedimentos, pode aumentar as emissões. Estamos de facto a observar isso no Ártico na Plataforma da Sibéria Oriental. Então, isso é uma grande preocupação, porque isso é basicamente todo o sistema a mudar muito rapidamente. Então a questão de como é que respondemos a isso, como vamos continuar a produzir alimentos para alimentar toda a gente, como é que vamos proteger a nossa infraestrutura, está a ver, porque mesmo com a mudança de temperatura que tivemos e as mudanças no Ártico que tivemos, estamos a ver que a estatística do sistema climático está diferente; estamos a ver todos esses eventos climáticos extremos… Então imagine esses eventos a aumentarem em frequência, intensidade, talvez duração, localização, por um factor de 10 ou 20 vezes quando o gelo marinho tiver desaparecido, e pode-se ter uma ideia de podemos estar a chegar.”

Após esta actualização na ciência do clima focada no aspecto mais aterrorizante e determinante do quadro global e futuro da humanidade, fica aqui a sugestão para outro artigo igualmente relevante:

Será que a Humanidade Está a ‘Dar a Volta’ ao Aquecimento Global?

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Metano

Marcha do Povo Pelo Clima: Não Importa Quantos Foram Mas Sim a Mensagem

“Este é o maior problema da história da humanidade. Nunca a humanidade na sua história pôs em causa a possibilidade das futuras gerações poderem deixar de existir”

– Paulo Magalhães, da associação ambientalista Quercus.

Isto sim, é o mínimo que se pode pedir como critério de sucesso quanto ao focos da mensagem numa manifestação sobre alterações climáticas. Porquê o sucesso estar dependente da relevância da mensagem e não do número de manifestantes? Porque se tivermos digamos metade da humanidade, 3.5 biliões, nas ruas, a levantarem a voz de que precisamos mudar de combustíveis fósseis para alternativas energéticas que não poluam o ar nem emitam gases de efeito-de-estufa de modo a reduzir o risco de catástrofes naturais e das mortes por asma,… estaremos condenados à extinção neste planeta. Um grande número de gente inconsciente e focada na questão errada perpetuará o problema. Caso o leitor não saiba, as catástrofes naturais e doenças como a asma são fontes de lucro exorbitantes e meios de colocar outros países em dívida através da Organização Mundial de Saúde e indústria farmacêutica, do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI). O sistema económico é baseado no lucro e essa é a sua força impulsionadora. Para pesquisar melhor este ponto, procure “John Perkins, mercenário económico”.

Adorei também esta, do mesmo manifestante:

o mundo está “refém de meia dúzia de empresas que manda nos políticos” e “hoje o político é um boneco das grandes empresas de petróleo”

Se procurarmos a causa de raiz do aquecimento global, se seguirmos essa cadeia de relações causais e variáveis que originaram, perpetuam e pioram seriamente este problema, ao ponto de muitos cientistas falarem na possibilidade de extinção da humanidade dentro do tempo de uma vida humana (mais sobre isto será publicado em breve neste blog), o nosso problema não é o CO2, nem a falta de tecnologia para reduzir as emissões e até remover esse excesso da atmosfera. Se assim fosse, já o teríamos feito. A causa fundamental do problema das alterações climáticas, conhecido como aquecimento global e a começar a ser referido como aquecimento global fugidio ou descontrolado (significando que talvez já não o consigamos ‘agarrar’ e assim impedir a sua evolução exponencial para temperaturas cada vez mais altas), a causa de raiz é a distorção social da “economia” baseada na dívida e no lucro. Na dívida para que uns controlem os outros, e no lucro para que esses outros nunca tenham possibilidade sequer de apanhar os primeiros. Ou seja, não é economia nenhuma, mas sim um jogo competitivo em que quem dá as cartas faz basicamente aquilo que quer. E é por isso que convém escrevê-la entre aspas. É antes uma anti-economia. Os economistas não economizam de todo; o que eles fazem é propaganda ao valor do dinheiro, para parafrasear John McMurtry.

Neste sistema económico onde o lucro, e assim também a corrupção, são a sua base fundamental, enquanto a resolução de um problema não der lucro, ou até colocar em risco a posição das instituições estabelecidas ou do monopólio oligarca, o problema nunca será resolvido.

“Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou.”

– Albert Einstein

E é nesta altura que alguém remata que são os poderes financeiros e políticos, as corporações, o 1% mais rico do mundo que têm tamanha distorção de valores, doentia, desligada da natureza e vidrada na próxima acção mais lucrativa, os verdadeiros responsáveis pela situação do planeta. Sinto muito dizer-lhe, mas essa é também a minha e a tua cultura. Quando ignoramos um pobre a pedir esmola não estamos a ignorar um problema e orientarmo-nos para a próxima atitude mais lucrativa? Quando compramos algo e mais tarde o vendemos por um preço maior para fazermos algum dinheiro, não estamos a colocar um peso, tal como um aumento na inflação, sobre toda a população? Estas atitudes, tanto a nível de corporações como a nível individual, estão embutidas na organização social através deste sistema retrógrado milenar, perpetuador da escassez fictícia e alienado das leis da natureza, que é o dinheiro. E se queremos começar a enfrentar esta realidade do aquecimento global com mais sucesso do que os últimos 20 anos, em que votámos e esperámos que a política o resolvesse por nós, comecemos por aqui:

“Você define-se como uma vítima do mundo ou como o próprio mundo?” – Alan Watts

Alan Watts tem audios interessantíssimos sobre esta confusão entre símbolo e realidade que tantos problemas perpetuou ao longo a história. Pois é melhor começarmos a ignorar a política e agarrarmo-nos à ciência. A realidade actual e as previsões científicas para o futuro próximo são… Deixo-vos com a uma tradução de um artigo por um manifestante de Manhattan, Nova Yorque. Ele é bem mais sensível e cuidadoso nas palavras ao expôr aquilo que não sei como vos dizer aqui.


por Nathan Currier

Quão grande foi a marcha em Manhattan ontem? Um dos organizadores era a 350.org, um grupo que começou por Bill McKibben com base num estudo do cientista climático James Hansen, que afirmou que devíamos apontar para cerca de 350 partes por milhão (ppm) de CO2. Estamos atualmente em cerca de 400 ppm, por isso precisamos de mover “apenas” cerca de 50 ppm na direção oposta ao nosso rápido crescimento, que levou um empurrão de uns assustadores 3ppm no ano passado.

Vai ser necessário um grande esforço, e poucos de nós vivos hoje irão viver para vê-lo (em falta de engenharia de larga escala), mas é interessante ponderar a mudança minúscula que isso representa no ar – uma mudança de apenas 5 milésimos de um por cento (0,005 por cento) da atmosfera! Essa é uma das coisas fascinantes da ciência do clima, como tal mudança minúscula na nossa atmosfera poderia ter um impacto tão grande sobre o balanço de energia de todo o nosso planeta.

Mantenha isso em mente se está a tentar contemplar a relevância de cerca de 350.000 pessoas saírem para as ruas de Manhattan, a capital do capitalismo, o coração cultural da nação, onde a negação manufacturada tem tido maior acção de entrave. Isso porque de facto esta é exatamente a mesma proporção dos 7 bilhões de membros da humanidade, 5 milésimos de um por cento, tal como essas 50 ppm (partes por milhão) serem uma mudança na composição do ar. Além disso, alguns estimam o número real de manifestantes em 400.000, e se as estimativas globais expandem igualmente, então a nível global, estavam a marchar cerca da mesma proporção quanto o crescimento de CO2 desde a industrialização representa uma mudança na composição da atmosfera. De certa forma, todos aqueles em marcha eram apenas um vestígio, e logo que nos dissipámos em ruas e estações de metro depois, rapidamente fomos superados em número pelas pessoas que seguiam nas suas vidas quotidianas, que parecia óbvio, mas de outra forma, o quão monumental o pequeno vestígio se pode tornar!

E por falar em poderosos pequenos vestígios, o metano é ainda muito menos concentrado no ar do que o CO2, cerca de 220 vezes menos, mas houve realmente algum metano flutuando ao redor do ar de Manhattan ontem! Não, não me refiro a todos os canos com fugas na cidade que têm levado por vezes testes locais a registar leituras ambientais incrivelmente altas deste gás de efeito-de-estufa. Quero dizer que, entre os manifestantes, os sinais anti-fracking frequentemente pareciam superar todos os outros cartazes de “sub-tema”. Este é um fenómeno fascinante, já que alguns de nós sentimos que – uma vez que todos nós em última instância temos que viver no aqui e agora, e uma vez que não se pode afetar o clima que temos aqui e agora de forma muito eficaz através da mitigação de CO2 e só se pode ganhar apenas tração política prática ao lidar com isso aqui e agora – então uma das melhores maneiras de avaliar a seriedade e de se conseguir movimento à volta do clima seria focar-se em ação significativa sobre o metano. Em certo sentido, se você quer que as pessoas comecem a subir uma escada muito íngreme, precisa dar-lhes um agradavelmente baixo primeiro degrau, e esse primeiro degrau do clima seria o metano. Como Robert Watson, o presidente anterior do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas colocou de forma sucinta, cortando o metano rapidamente “demonstraria ao mundo que nós podemos fazer algo para rapidamente abrandar a mudança climática. Precisamos de nos mexer para arrefecer a temperatura do planeta. O metano é o lugar mais eficaz para começarmos “.

A marcha de Manhattan pelo clima também forneceu um exemplo bem à medida do quão frustrante pode ser conseguir que a grande marcha lenta da mudança role: para aqueles na parte de trás, levou duas horas para iniciarem qualquer movimento de todo, e depois mais duas horas para chegar a Columbus Circle, o seu ponto de partida ostensivo. Da mesma forma, arrastamentos inevitáveis ​​sobre mitigação das alterações climáticas estão a tornar a ação rápida em torno do metano ainda mais importante. E as incertezas quanto às mudanças climáticas de curto prazo, com um potencial crescente de eventos de alto impacto e de menor probabilidade que possam causar aquecimento abrupto (como as emissões de metano não-humanas no Ártico a iniciarem-se mais rapidamente do que os modelos prevêem), significa que ignorar o as mudanças climáticas a curto prazo durante tempo demasiado pode revelar-se fatal para todas as nossas melhores intenções. Logo, é fascinante ver um interesse em metano crescer a partir dos movimentos grassroots, mesmo que ainda seja em grande parte (e erroneamente) limitada à questão fracking (fracturação hidráulica por gás natural) neste momento. Vamos torcer para que o interesse por este mero vestígio de gás no nosso ar (desde a industrialização que tem aumentado em cerca de 1,1 ppm, uma alteração de cerca de 1,1 décimo de milésimo de 1 por cento da atmosfera! – despolete faísca em breve. O grupo de 1250 foi inicialmente concebido para fornecer uma espécie de desdobramento autónomo para o grupo 350 de McKibben, a fim de ajudar a despoletar essa faísca, mas o próprio McKibben disse logo que ele “tinha as mãos cheias com o CO2” e no momento não enviou aos seus seguidores a petição de abaixo-assinado inicial do grupo 1250, a qual rapidamente definhou. Mas se o interesse em metano chegar a essa concentração crítica, e essa faísca for providenciada, você sabe o que acontece a seguir: é aí que a ação climática vai explodir.

O texto acima foi anteriormente publicado por Nathan Currier no HuffingtonPost


A imagem na publicação mostra manifestantes cujos cartazes (ou será melhor dizer trajes) partilham uma relação interessante. Para cada libra (~450 gramas) gasta-se em água o equivalente a tomar 180 duches. Este tema será igualmente explorado neste blogue. Para já, para aqueles que dominam o inglês, aqui está o último documentário, super elucidante e mesmo estonteante, sobre o assunto: Cowspiracy, o qual poderá ser visto AQUI!

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